OMS reitera apoio ao combate à resistência antimicrobiana em África

24 agosto 2017

Representante da agência em Moçambique, Jamila Cabral dirige reunião de reflexão em Maputo; agência da ONU capacitou cerca de 110 delegados de 25 países africanos.

Ouri Pota da ONU News em Maputo.

Representantes de 12 países africanos participam até esta quinta-feira em Maputo num evento de reflexão e troca de experiências sobre o consumo de medicamentos usados para combater bactérias no continente.

A Organização Mundial da Saúde, OMS, organiza a reunião em parceria com o Governo de Moçambique para a revisao de uma avaliação do consumo, do preço e da disponibilidade dos chamados antimicrobianos na região.

Formação

A representante da OMS em Moçambique,  Jamila Cabral, disse que a resistência ao tipo de remédios é uma das prioridades da

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Jamila Cabral. Foto: Emidio Josine

ação da agência e destacou que são importantes os planos de combate a resistência antimicrobiana em cada país.“Os fatores mais importantes que estão na origem da resistência antimicrobiana na região africana estão relacionados com o uso irracional de antimicrobianos e a falta de controlo e de prevenção da disseminação de infeções bacterianas, tanto nos hospitais como na comunidade. O insuficiente diagnóstico e a falta de novos antimicrobianos assim como a fraca higiene são responsáveis por esta situação”.

Cabral lançou um apelo para o combate a resistência antimicrobiana.

Desafios

“Nos próximos anos a luta contra a resistência antimicrobiana vai ter uma influência importante na melhoria do estado de saúde das nossas populações, ela será fortemente dependente do desenvolvimento dos sistemas de saúde e das suas capacidades. Temos muito trabalho pela frente e, por isso, espero este seminário seja frutífero e que ao saírem daqui esteja todos equipados para desencadearem as ações necessárias nos vossos respetivos países”.

Na terceira oficina da OMS as nações participantes são Botsuana, Burquina Fasso, Burundi, Costa do Marfim, Etiópia, Ghana, Quénia, República Democrática do Congo, Tanzânia, Senegal, e Zimbabué.

 

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