El Salvador: relatora da ONU apela a governo que proteja pessoas de gangues
BR

22 agosto 2017

Para especialista em direitos humanos, país está sofrendo “tragédia escondida” devido a violência relacionada a gangues; para Cecilia Jimenez-Damary, problema é  “mais significativo e generalizado do que governo está aceitando atualmente”.

Laura Gelbert Delgado, da ONU News em Nova Iorque.

El Salvador está sofrendo uma “tragédia escondida” devido à violência relacionada a gangues, na avaliação de uma especialista em direitos humanos da ONU.

Após visitar áreas atingidas pela violência, incluindo na capital San Salvador, a relatora especial Cecilia Jimenez-Damary, que analisa os direitos humanos de deslocados internos, citou o caso de pessoas que tiveram de fugir de suas casas.

Problema generalizado

Segundo a especialista, o problema é “mais significativo e generalizado do que o governo está aceitando atualmente”.

Jimenez-Damary defendeu que o governo precisa “reconhecer toda a extensão do deslocamento interno e atuar para enfrentá-lo e a sua causa, a violência das gangues”.

Ela ressaltou que as gangues dominam as pessoas por meio de ameaças, da intimidação e de uma “cultura de violência”.

A especialista da ONU alertou ainda que “assassinatos são comuns e extorsão é generalizada”, destacando que pessoas que estão sob ameaça das gangues fogem com suas famílias para buscar segurança em outros locais.

Jovens

Cecilia Jimenez-Damary, que visitou El Salvador a convite do governo, afirmou que “jovens são especialmente afetados pela violência”.

Jovens, mulheres e meninas são particularmente vulneráveis, incluindo a estupros, assim como integrantes das comunidades Lgbti.

Durante sua visita, entre 14 e 18 de agosto, a relatora reuniu-se com autoridades do governo, Nações Unidas e parceiros humanitários, representantes da sociedade civil e pessoas que haviam fugido de suas casas.

Suas conclusões e recomendações serão incluídas em um relatório ao Conselho de Direitos Humanos em junho de 2018.

Os relatores especiais e especialistas independentes são nomeados pelo Conselho de Direitos Humanos da ONU e trabalham de forma voluntária, sem receber salário. Eles não são funcionários das Nações Unidas e trabalham de forma independente de qualquer governo ou organização.

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