Burundi sem "nenhum sinal de mudança positiva" em Direitos Humanos

21 agosto 2017

Comissão de Inquérito revela conclusões após ouvir mais de 500 testemunhos de exilados e residentes no país; avaliação que será entregue em setembro destaca restrição de liberdades.

Eleutéio Guevane, da ONU News em Nova Iorque.

Especialistas internacionais de direitos humanos que acompanham a situação no Burundi consideram que "nenhum sinal de mudança positiva" foi observado no país nos últimos dois meses.

Num novo relatório dirigido ao Conselho de Direitos Humanos da ONU, em Genebra, os membros da Comissão de Inquérito sobre o Burundi destacam alegações de “graves abusos que ocorrem no país da região dos Grandes Lagos.”

Testemunhos

A comissão que não teve acesso ao território burundês produziu o informe baseado em mais de 500 testemunhos de pessoas exiladas e residentes no Burundi. As conclusões devem ser entregues ao órgão em setembro.

O chefe da Comissão de Inquérito da ONU sobre o Burundi, Fatsah Ouguergouz, disse que desde a declaração oral feita pelo grupo em junho não foi recebido qualquer sinal de uma evolução positiva da situação no Burundi.

Tendências

O especialista destaca em particular a restrição de “certas liberdades”. Ouguergouz afirmou que pelo contrário foram recebidos testemunhos demostrando que persistem as tendências sublinhadas há dois meses.

A comissão que investiga o Burundi foi criada pelo Conselho em setembro passado após relatos de alegados abusos que incluem execuções extrajudiciais, tortura, detenção arbitrária e desaparecimentos forçados.

No informe de junho, a Comissão citou casos de violência sexual, em  particular contra mulheres parentes de opositores do governo. Nos atos estariam envolvidos elementos da liga juvenil Imbonerakure, ligada ao partido no poder.

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