Agências da ONU completam primeira fase de campanha de vacinação na Síria
BR

18 agosto 2017

Unicef e OMS pedem a todos os lados do conflito que permitam acesso de trabalhadores de saúde a crianças que precisam; enviado especial da ONU está planejando nova rodada de conversas oficiais.

Laura Gelbert Delgado, da ONU News em Nova Iorque.

O enviado especial do secretário-geral da ONU para a Síria, Staffan de Mistura, disse a jornalistas em Genebra que está planejando uma nova rodada de conversas oficiais para antes dos debates gerais da Assembleia Geral das Nações Unidas em setembro.

Ele falou sobre os possíveis próximos passos das novas negociações entre o governo e a oposição síria unificada, que ainda será formada.

“Período crucial”

De Mistura disse que o mês de outubro e o início de novembro será um período crucial, porque alguns desenvolvimentos devem acontecer em torno das cidades de Raqqa e Deir ez-Zor, além da questão do futuro de Idlib.

Segundo ele, a situação dessas áreas tem grande implicação no que pode acontecer no lado humanitário.

O conselheiro especial da ONU Jan Egeland também fez parte da conferência com jornalistas. Ele contou que o pior lugar provavelmente hoje na Síria é a parte da cidade de Raqqa que ainda está sob o controle do grupo terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante, Isil.

Vacinação

Já o Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, a Organização Mundial da Saúde, OMS, e parceiros completaram o primeiro turno de uma campanha de vacinação em resposta ao recente surto de pólio derivado de vacinas na Síria.

A iniciativa fornece proteção vital contra a doença a mais de 355 mil crianças com menos de cinco anos nas províncias de Deir Ez Zor e Raqqa, onde a violência tornou o acesso especialmente difícil.

Esse é o segundo surto de pólio na Síria desde o início do conflito no país em 2011. A contínua violência arrasou a infraestrutura da área de saúde e prejudicou gravemente serviços de imunização de rotina, especialmente nas duas localidades.

Antes da crise, o país estava livre da pólio, com uma taxa de imunização de mais de 80%. A cobertura nacional da vacinação atualmente está pouco acima de 40%.

As duas agências da ONU pedem a todos os lados do conflito que permitam que os agentes de saúde trabalhando na campanha de vacinação tenham acesso a todas as crianças que precisam.

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