Enviado destaca medidas para consolidar confiança para o diálogo no Iémen

18 agosto 2017

Representante do secretário-geral disse  que “paira a morte” entre os iemenitas por via aérea, terrestre e marítima; informe ao Conselho de Segurança destaca ações para o fim dos combates e reinício do diálogo para o fim do conflito.

Eleutério Guevane, da ONU News em Nova Iorque.

O enviado especial do secretário-geral das Nações Unidas para o Iémen, Ismail Ould Cheikh Ahmed, informou ao Conselho de Segurança sobre as consultas que vem mantendo com líderes regionais a partir da capital da Jordânia, Amã.

Falando via videoconferência, Ismail Ould Cheikh Ahmed disse que deve haver um esforço para consolidar a confiança entre as partes em conflito, que incluem ações para evitar o contrabando de armas no país.

Carreiras

Entre as medidas estão esforços para reabrir o Aeroporto de Sanaa para retirar doentes que precisem de tratamento no exterior e estudantes que queiram prosseguir com as suas careiras fora do Iémen.

Outras ações em curso com as partes são tentativas para que sejam reabertas vias de acesso à cidade de Taiz para o fornecimento de assistência humanitária e para a área comercial.

O enviado destacou que “paira a morte” entre os iemenitas por via aérea, terrestre e marítima após citar os 41 migrantes mortos após terem sido forçados por traficantes a abandonar os barcos e a saltar para o mar em Shabwa.

Epidemias

No relatório que também destaca os efeitos da cólera no Iémen, Cheik Ahmed disse que as doenças e as epidemias estão num nível sem precedentes.

Para o enviado, as iniciativas em curso serão um primeiro passo para que “uma vez mais cessem os combates no país e reinicie o diálogo em prol de uma solução completa e abrangente em áreas política e de segurança, baseada nas negociações do Kuwait”.

Cheik Ahmed disse que os iemenitas exigem o conjunto de medidas esperando-se das partes do conflito “que as abracem o mais rápido possível”.

Uma das recomendações do enviado é que as partes do conflito demonstrem interesse de acabar com a guerra e coloquem os interesses nacionais acima dos individuais.

O enviado apela ainda que haja parcerias, inclusividade e políticas que deem resposta às aspirações do povo.

As Nações Unidas deverão continuar a trabalhar para que “predomine a linguagem da paz e seja alcançada uma solução política que ofereça segurança e estabilidade aos iemenitas”.

 

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