Iémen: representante da ONU preocupado com falta de acesso humanitário

18 agosto 2017

Jamie McGoldrick alertou para desafios enfrentados por trabalhadores da área; país enfrenta crise de cólera sem precedentes e tem mais de 7 milhões de pessoas em risco de fome.

Laura Gelbert Delgado, da ONU News em Nova Iorque.

O coordenador humanitário da ONU no Iémen, Jamie McGoldrick, expressou na quinta-feira sua profunda preocupação com a contínua obstrução ao rápido fornecimento de ajuda às pessoas que precisam.

O representante afirmou que há vários meses parceiros humanitários enfrentam atrasos de autoridades em Sanaa para facilitar a entrada de trabalhadores da área no país. Os desafios incluem interferência na entrega da ajuda e na escolha de parceiros e sequestros de veículos.

Acesso

McGoldrick também mencionou um aumento no número de incidentes onde a ajuda foi desviada dos beneficiários em áreas sob controlo das autoridades de Sanaa.

Ele também disse que como os serviços sociais no Iémen estão à beira do colapso, há uma pressão cada vez maior sobre agências de assistência humanitária para que aumentem sua reposta.

O representante fez um apelo a todas as partes do conflito que cumpram com suas obrigações sob a lei internacional e facilitem a entrega segura de ajuda humanitária em áreas sob seu controlo.

McGoldrick destacou que garantir o acesso humanitário irrestrito é essencial para salvar as vidas dos que dependem de assistência, especialmente com o país árabe a enfrentar uma crise de cólera sem precedentes. Além disso, mais de 7 milhões de pessoas enfrentam risco de fome.

Grávidas

Já o Fundo das Nações Unidas para a População, Unfpa, alertou que o surto de cólera no Iémen coloca em risco cerca de 1,1 milhão de grávidas que estão desnutridas.

A agência ressaltou que gestantes e mulheres amamentando são especialmente vulneráveis à desnutrição, o que as torna mais propensas a contrair a doença e a um maior risco de desenvolver complicações perigosas e até fatais.

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