Sul-sudaneses voltam para casa após viverem no maior local de proteção

15 agosto 2017

Mais de 218 mil pessoas ainda vivem em acampamentos apoiados pelas Nações Unidas; patrulhas ajudaram o retorno de cerca de 15% dos residentes do local mais povoado.

Eleutério Guevane, da ONU News em Nova Iorque.

A Missão das Nações Unidas no Sudão do Sul, Unmiss, anunciou que cerca de 218.800 procuram segurança em seis locais de proteção de civis localizados nas suas bases em todo o país.

Cerca de 114 mil pessoas estão albergadas na cidade de Bentiu, que registou mais de 17 mil desalojados que retornaram às suas casas após o recente aumento de patrulhas “para áreas muito além dos locais de acomodação”.

Confiança

Segundo a operação de paz essa medida visa "demonstrar maior presença militar e consolidar a confiança das comunidades".

A operação de paz atua com agências humanitárias investindo em comunidades e na economia para melhorar as oportunidades de vida dos que pretendem retornar oferecendo serviços básicos como escolas e clínicas de saúde.

Na capital, Juba, foram registados mais de 38,4 mil pessoas. Wau tem mais de 32 mil desalojados a viver na área anexa à base das militares das Nações Unidas e o acampamento de Malakal conta com 30,5 mil deslocados.

Força regional

As ações de proteção de civis foram reforçadas na semana passada com a chegada ao país do primeiro contingente de Ruanda para integrar a Força de Proteção Regional, FPR.  O grupo aprovado pelo Conselho de Segurança deve chegar a um total de 4 mil soldados.

O país regista confrontos entre o Exército de Libertação do Povo do Sudão, Spla, que apoia o presidente Salva Kiir e o Exército de Libertação do Povo do Sudão da Oposição que defende o ex-vice-presidente, Riek Machar.

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