Vice-secretária-geral das Nações Unidas recebe delegação dos Camarões

10 agosto 2017

Grupo presidido pelo professor Paul Ghogomu mencionou situação de áreas afetadas por tensões especialmente em regiões que falam inglês no país africano; Amina Mohammed agradeceu ao governo camaronês por abrigar refugiados da República Centro-Africana.

Monica Grayley, da ONU News em Nova Iorque.

A situação da tensão nos Camarões, principalmente, vivida em áreas que falam inglês no país, foi o tema de um encontro entre autoridadades camaronesas e a subsecretária-geral da ONU, Amina Mohammed na terça-feira, em Nova Iorque.

Mohammed recebeu a delegação dos Camarões, presidida pelo diretor de gabinete do primeiro-ministro do país africano, Paul Ghogomu.

Justiça

A vice-chefe da ONU elogiou os esforços do governo camaronês para acalmar as tensões e disse que é importante  construir a confiança e a garantia de que a justiça é acessível a todos.

Mohammed afirmou que a ONU está à disposição do país também através do Escritório do representante especial do secretário-geral para a África Central, François Louncény Fall. Ela disse que a organização pode apoiar tentativas de diálogo inclusive para lidar com as causas-chaves da tensão nas áreas afetadas.

Segundo agências de notícias, moradores de áreas que falam inglês, no oeste dos Camarões, ficaram temporariamente sem acesso à internet após protestos contra o governo, que teriam começado em novembro de 2016.

Uma das reclamações dos manifestantes era que o francês é a língua usada em escolas e tribunais, e que muitos trabalhadores da justiça não compreendiam o direito comum britânico.

Refugiados

Há relatos de que os camaroneses que têm o inglês como língua materna seriam 20% da população, e que vivem vivem no sul e no noroeste do país.

Ao discutir outros temas como a Agenda 2030 de desenvolvimento sustentável, a vice-chefe da ONU elogiou o que chamou de generosidade dos Camarões para com refugiados da República Centro-Africana e da Nigéria. Ela disse esperar continuar atuando com Camarões, Nigéria e Chade para reintegrar os cidadãos, principalmente mulheres, crianças e jovens.

Amina Mohammed também discutiu a situação na Península Bakassi e o combate ao movimento terrorista islâmico Boko Haram.

 

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