Leste de Mossul pode ter recuperação mais rápida após ofensiva contra Isil
BR

10 agosto 2017

Coordenadora humanitária da ONU no país alertou para grande diferença da situação entre o oeste e o leste da cidade; a área foi fortemente danificada pela ofensiva militar para resgatar Mossul do controle do Isil.

Laura Gelbert Delgado, da ONU News em Nova Iorque.

Após o fim dos combates para a retomada do controle de Mossul, no Iraque, a coordenadora humanitária da ONU no país, Lise Grande, afirmou que o contraste entre diferentes partes da cidade “não poderia ser mais claro”.

Enquanto escolas e mercados começam a ser reabertos no leste, bairros inteiros na parte oeste foram destruídos e quase 250 mil pessoas não têm pra onde voltar.

Duas cidades

Em Genebra, Lise Grande disse a jornalistas que Mossul é realmente “um conto de duas cidades”.  Segundo ela, o leste está se recuperando: as pessoas estão em casa, escolas, mercados e negócios estão abertos.

A coordenadora humanitária disse que as “condições não são ótimas”, mas que a área está se recuperando, ressaltando que “todos voltaram para casa no leste de Mossul, menos 20 mil pessoas”.

No entanto, a situação no oeste da cidade é muito diferente. Grande, que também é vice-chefe da Missão da ONU no Iraque, Unami, afirmou nos 15 bairros que foram completamente destruídos, há 230 mil civis sem previsão de voltar para casa.

Batalha urbana

Em linhas gerais, ela afirmou que Mossul, que foi cenário da maior batalha urbana desde a Segunda Guerra Mundial, também viu a maior evacuação organizada na história moderna, com quase 1 milhão de civis recebendo assistência para sair da cidade.

Grande ressaltou que as agências humanitárias estava na linha de frente. No total, cerca de 3,3 milhões de pessoas no Iraque permanecem fora de suas casas, incluindo que foram recentemente deslocados de Mossul.

Na sequência da campanha iraquiana para expulsar o grupo terrorista autoproclamado Estado Islâmico do Iraque e do Levante, Isil, Grande afirmou que outras três operações militares são esperadas: em Tal Afar, em Hawija e no Vale do Eufrates, na província oeste de Anbar.

A coordenadora humanitária citou estimativas de que ao fim dessas operações outros centenas de milhares de civis possam ser deslocados.

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