Estação de chuvas pode levar à subida de casos de cólera no Sudão do Sul

9 agosto 2017

Surto começou há mais de um ano no país; quase 4 milhões de pessoas foram obrigadas a fugir de suas casas após o conflito surgido em 2013.

Monica Grayley, da ONU News em Nova Iorque.*

Desde junho passado, o Sudão do Sul já registou mais de 18 mil casos de cólera incluindo 328 mortes. Com a chegada das estações de chuva, este ano, trabalhadores humanitários preocupam-se com o aumento no número de infeções por pessoas com acesso à água contaminada.

A situação da cólera é agravada também pelo grande número de pessoas forçadas a fugir de suas casas devido à violência que começou em dezembro de 2013.

Medidas

Equipas de água, saneamento e higiene da Agência da ONU para Migrações continuam a responder ao surto no Sudão do Sul com medidas de prevenção e controlo em toda a nação africana.

Crianças com menos de cinco anos representam mais de 20% dos casos de cólera notificados este ano. As populações vulneráveis e de deslocados são as que mais sofrem com a infeção.

Entre os locais de surto estão áreas próximas ao Rio Nilo. A responsável por emergências da OIM no Sudão do Sul, Beldina Gikundi diz que durante a estação de chuvas, quase 60% do país ficam inacessíveis por estradas.

Higiene

As equipas estão a distribuir kits de emergência, barras de sabão, água tratada e a reparar instalações, além de ensinar formas de higiene em comunidades.

Os funcionários da OIM também contam com o apoio de colegas da Organização Mundial da Saúde, OMS, e do Ministério da Saúde, em campanhas de vacinação oral contra a cólera. Quase 40 mil pessoas já foram imunizadas em partes dos estados de Jonglei e Unidade.

Uma outra agência que se somou à ação foi a agência de ajuda, Usaid, dos Estados Unidos.

Mais de 7,5 milhões de pessoas precisam de ajuda humanitária no Sudão do Sul.

*Apresentação: Denise Costa.

 

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