Pnud promove desenvolvimento comunitário no sul da Guiné-Bissau

2 agosto 2017

Estratégia prioriza reflorestamento, instituição de bancos de microcrédito para mulheres e fogões de baixo consumo de lenha; projetos mais recentes intervêm nas regiões de Quinara e Tombali; executores são associações de base comunitária e organizações não-governamentais.

Amatijane Candé, de Bissau para a ONU News.

O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, Pnud, financiou 26 projetos de desenvolvimento comunitário na Guiné-Bissau desde 2016 no âmbito do Programa das Pequenas Subvenções. Projetos financiados com verbas do Fundo Global para o Ambiente, GEF, têm vocação de proteger a fauna e a flora, promover a biodiversidade e luta contra pobreza.

Exploração irracional

Uma das iniciativas é a Gestão e Proteção das Florestas Comunitárias que intervém em duas comunidades de Quinara no sul do país onde as florestas sofreram as piores cortes dos últimos anos a nível da região. O Coordenador do Programa falou à ONU News das prioridades do Projeto.

Aliu Gomes destacou o repovoamento florestal, a introdução de fogões melhorados e criação de um crédito verde para as mulheres. A ideia é diminuir a pressão sobre as florestas.

“Se a pessoa usa seis lenhas, com fogão melhorado pode usar uma ou duas, vai reduzir drasticamente a pressão sobre a floresta. Crédito verde vai permitir que as mulheres da comunidade diversifiquem suas rendas e façam outras atividades geradoras de rendimento que não sejam atividade florestal propriamente dita”.

Biodiversidade

Outro projeto é a iniciativa agropecuária de Cuntabane, região de Tombali também no sul. Projeto é gerido por um comité de gestão comunitária, dedica-se a cria de animais de ciclo curto no parque natural de Dulombi e visa, a curto, médio e longo prazos, abastecer o mercado local e nacional com ovos, carne e frangos.

Outras metas são a criação de oportunidades de emprego para os membros da comunidade e a instituição de um fundo comunitário destinado a resolver os problemas mais salientes da comunidade, frisou Aliu Gomes.

“Além de conservar certas espécies em extinção. Aqueles animais vão produzir e a produção vai ser vendida no sentido de ter renda para comunidade, uma renda comunitária que vai servir para apoiar na reabilitação de bolanhas, na promoção de horticultura agroecológica, fazendo fertilizantes de uma forma natural não usar muito químico.”

Desde a sua instituição no país há sete anos, o Programa de Pequenas Subvenções criado em 1992 já financiou 56 projetos de organizações não-governamentais e associações de base comunitária.

Projetos focalizam-se nas mudanças climáticas, gestão de terra e biodiversidade. Áreas de intervenção incluem águas internacionais, gestão da floresta e poluente orgânico persistente.

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