Chefe da OIM chama atenção para sofrimento das vítimas do Boko Haram

1 agosto 2017

Diretor-geral da agência descreve realidade de uma das maiores emergências atuais; William Lacy Swing visitou acampamentos e comunidades onde atuam centenas de funcionários para apoiar milhares de deslocados em Borno.

Eleutério Guevane, da ONU News em Nova Iorque.

O diretor-geral da Organização Internacional para Migração, OIM, William Lacy Swing, disse ter testemunhado sofrimento, resiliência, coragem e paciência de vítimas das milícias terroristas Boko Haram na Nigéria.

As crianças correspondem a mais de metade dos 2 milhões das pessoas que fugiram das suas casas para os acampamentos e comunidades de acolhimento das áreas mais atingidas no estado de Borno, no nordeste.

Conflito

Na visita que encerrou esta terça-feira, Swing juntou-se aos funcionários da OIM na zona de conflito, onde operam cerca de 530 pessoas em seis estados mais afetados. Antes, o responsável encontrou-se com membros do governo nigeriano na capital, Abuja.

A sede das ações resposta da agência está na capital de Borno, Maiduguri, que abastece várias pequena cidades arrasadas nos arredores incluindo o primeiro acampamento criado para os deslocados internos da região.

Em Bama, o chefe da OIM visitou uma parte dos 13 mil deslocados da área antes desabitada que acolheu recentemente pessoas retornadas dos Camarões. Um terço delas recebeu abrigos da agência da ONU.

No local, Lacy Swing  definiu a crise nigeriana como “uma das maiores emergências atuais” que ocorre ao mesmo tempo que outras oito que merecem mais atenção do mundo como a da Síria, do Iémen e do Sudão do Sul.

A OIM reitera que ações do Boko Haram como raptos, estupros e recrutamento forçado alastraram-se para os vizinhos Níger, Chade e Camarões desalojando mais de 440 mil pessoas das suas casas.

Assistência

Na Nigéria, a agência oferece milhares de abrigos mas estima que 8,5 milhões de pessoas ainda precisem de assistência essencial.

Bama é marcada por pessoas que dormem ao relento e desprotegidas de chuvas, inundações e malária. As crianças são a maioria dos que ainda aguardam por abrigos “perante uma crise de financiamento” que afeta os doadores.

De acordo com as Nações Unidas, a resposta humanitária para a Nigéria tem um défice de mais de dois terços, o equivalente a US$ 672 milhões.

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