ONU apoia nova etapa de vacinação contra o sarampo na Somália

28 julho 2017

Surto atual regista 14 mil casos e é considerado o pior em 13 anos; segunda fase  de imunização vem na sequência da etapa realizada em janeiro; mais de 596 mil crianças foram envolvidas.

Eleutério Guevane, da ONU News em Nova Iorque.

Agências das Nações Unidas apoiam a Somália a desenvolver a campanha nacional de vacinação contra o sarampo pela segunda vez este ano.

Com a iniciativa pretende-se controlar e reduzir o número de mortes infantis no país, que enfrenta atualmente o seu pior surto da doença em quatro anos.

OMS e Unicef

A vacinação que começa em novembro pretende abranger mais de 4,2 milhões de crianças de idades compreendidas entre seis meses e 10 anos. A iniciativa é liderada pelas autoridades somalis em parceria com a Organização Mundial da Saúde, OMS, e o Fundo da ONU para a Infância, Unicef.

Mais de 80% dos afetados pelo atual surto são crianças com menos de 10 anos que são parte dos milhões das que foram enfraquecidas pela seca, pela ameaça de fome e pelas baixas taxas de vacinação.

A falta de alimentos coloca os menores em situação vulnerável a serem  infectados pelo sarampo e por outras doenças graves.

As autoridades de Saúde da Somália registaram pelo menos 14 mil casos suspeitos de sarampo até 23 de julho. Desde 2014, o número de pacientes oscilava entre 5 mil e 10 mil.

Pontos críticos

Na campanha iniciada em janeiro deste ano, a OMS e o Unicef apoiaram a imunização de mais de 596 mil crianças de idades até os cinco anos no que eram considerados em pontos mais críticos.

Entretanto, a agência defende que apesar de as campanhas contra o sarampo atrasarem a transmissão imediata, os casos aumentam com os deslocamentos em massa e a superlotação dos assentamentos temporários.

O que agravou o problema são fatores como seca, conflitos, baixa cobertura de vacinação antes das crises atuais e fraca imunidade provocada pela desnutrição.

A iniciativa será acompanhada pela distribuição de suplementos de vitamina A e pela formação de pessoal de saúde para apoiar os deslocados internos e melhorar a vigilância de doenças.

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