ONU: Iêmen tem pior epidemia de cólera em meio a crise humanitária
BR

26 julho 2017

Chefes do Unicef, OMS e PMA visitaram o país para avaliar de perto a situação; em três meses foram registrados 400 mil casos suspeitos de cólera e quase 1,9 mil mortes relacionadas à doença.

Edgard Júnior, da ONU News em Nova Iorque.

Os chefes de três agências da ONU afirmaram que o Iêmen sofre a pior epidemia de cólera do mundo em meio a uma das maiores crises humanitárias mundiais.

O diretor-executivo do Fundo das Nações Unidas para a Infância, Anthony Lake, o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, Tedros Ghebreyesus e o diretor-executivo da agência de alimentos da ONU, PMA, David Beasley foram ao país ver de perto a situação e unir esforços para ajudar a população.

Fome

Segundo eles, nos últimos três meses foram registrados 400 mil casos suspeitos de cólera e quase 1,9 mil mortes relacionadas à doença. Instalações de saúde, água e saneamento foram danificadas por mais de dois anos de conflitos e criaram-se as condições ideais para a propagação do cólera.

Lake, Tedros e Beasley disseram que “o país está à beira da fome, com 60% da população sem saber de onde virá a próxima refeição”. Aproximadamente 2 milhões de crianças sofrem de desnutrição aguda.

Para a ONU, esse é um círculo vicioso porque a desnutrição torna essas crianças mais suscetíveis ao cólera e ao mesmo tempo, a doença gera mais desnutrição.

Voluntários

Os chefes das agências da ONU declararam que em meio ao caos no país, 16 mil voluntários estão indo de casa em casa em várias regiões mostrando às famílias como podem evitar a diarreia e o cólera.

Médicos, enfermeiros e outros profissionais de saúde estão trabalhando intensamente para salvar vidas. Mais de 30 mil funcionários do setor de saúde estão sem receber salários há quase um ano, mesmo assim, muitos continuam trabalhando todos os dias.

Os chefes das agências da ONU disseram que apesar da situação difícil, há esperança. Mais de 99% das pessoas que estão doentes suspeitas de terem contraído cólera e com acesso aos serviços de saúde, estão sobrevivendo.

 

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