ONU quer que República Centro-Africana investigue morte das suas forças

26 julho 2017

Dois soldados de paz foram vítimas de emboscada na terça-feira a 700 km da capital, Bangui; nove militares da Minusca foram mortos este ano no país.

Eleutério Guevane, da ONU News em Nova Iorque.

As Nações Unidas anunciaram esta quarta-feira que o assassinato de dois soldados de paz da Missão na República Centro-Africana, Minusca, elevou para nove o número de militares mortos este ano na cidade de Bangassou no sudeste.

O secretário-geral, António Guterres, condenou o incidente de terça-feira e enviou condolências às famílias e ao Governo do Marrocos.

Responsáveis

Em nota, o chefe da ONU pediu às autoridades centro-africanas que “investiguem rapidamente e sem demora” os atos, todos os assassinatos anteriores além de levar os responsáveis à justiça.

A operação de paz revelou que as forças de paz foram emboscadas por suspeitos de combatentes anti-Balaka na área situada a 700 quilómetros a leste da capital, Bangui. O grupo ajudava a abastecer água para ser fornecida à população.

Tensões

Guterres disse estar profundamente preocupado com os combates no sudeste da República Centro-Africana, com o aumento das tensões interétnicas e com os esforços dos perturbadores para fazer descarrilar o processo de estabilização.

O chefe da ONU alerta ainda que caso continue a atual situação ameaça prejudicar os ganhos duramente conquistados em prol de uma paz duradoura.

O apelo do secretário-geral a todas as partes é que cessem a violência e tomem medidas para evitar que a frágil situação de segurança volte a piorar no país.

Notícias relacionadas:

ONU condena assassinato de soldado de paz na Rep. Centro-Africana

Situação alimentar pode regredir sem apoio urgente aos centro-africanos

 

♦ Receba atualizações diretamente no seu email - Assine aqui a newsletter da ONU News
♦ Baixe o aplicativo/aplicação para - iOS ou Android
♦ Siga-nos no Twitter! Assista aos vídeos no Youtube e ouça a rádio no Soundcloud