PMA aponta respostas a situações de insegurança alimentar na Guiné-Bissau

25 julho 2017

Agregados familiares inquiridos no último estudo em maio ressalvam melhorias na insegurança alimentar na zona rural; agências da ONU prestaram apoio na montagem do instrumento de inquérito; sistema avalia abundância e escassez em períodos antes e subsequentes a colheitas.

Amatijane Candé, de Bissau para a ONU News.

A insegurança alimentar diminuiu significativamente na zona rural da Guiné-Bissau desde maio, segundo um inquérito do Programa Mundial de Alimentação, PMA. O estudo de seguimento da segurança alimentar e nutricional foi realizado no âmbito da metodologia de recolha de informações denominado Sissan.

Ouro Negro

O inquérito concluiu que 17 por cento da população inquirida está em situação de insegurança alimentar contra os 29 do último inquérito realizado em  dezembro. Responsável pelo seguimento e avaliação das vulnerabilidades em segurança alimentar do PMA, Lucy Monteiro falou à ONU News sobre o estudo.

Segundo ela, a melhoria deve-se em grande parte à boa colheita da castanha de caju, principal produto de exportação do país.

“Observamos que a situação melhorou, o inquérito faz se junto aos agregados familiares. É entrevistar o chefe do agregado que responde uma série de perguntas que tem a ver com o seu estado de consumo alimentar. No consumo alimentar analisamos a diversidade e a frequência, também questionamos sobre as fontes de rendimento do agregado familiar”.

Resposta rápida

As questões incluem estratégias que o agregado usou no mês anterior ao inquérito para fazer face as dificuldades em garantir a segurança alimentar, acrescentou Lucy Monteiro. Para a responsável perspetivas apontam para o alargamento do inquérito nas zonas urbanas do país no próximo ano.

Lucy Monteiro ressaltou os dois momentos em que o inquérito é feito durante o ano.

“Momento de escassez e momento de abundância. No mês de maio quando foi feito o inquérito era o momento de colheita da castanha de caju, nesse momento os agregados familiares têm mais rendimento e têm mais acesso a alimentação. Fazemos esse inquérito em período de escassez, o momento pós colheita nos meses de setembro e outubro”.

Os resultados do inquérito permitem produzir um boletim que se submete aos diferentes atores para a concepção da resposta em função da situação.

O Instrumento de inquérito foi montado graças ao apoio do Programa Mundial de Alimentação, a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura, União Europeia e está a ser tutelado pelo ministério guineense da agricultura.

 

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