Economias emergentes são vitais para futuro do trabalho no setor automóvel

21 julho 2017

Em estudo da Organização Internacional do Trabalho, OIT, especialistas destacam transformação ocorrendo em países desenvolvidos em em desenvolvimento.

Monica Grayley, da ONU News em Nova Iorque.*

A indústria automóvel está a passar por uma transformação provocada pela globalização e pela chamada desglobalização, o processo de redução da interdependência e da integração entre certas unidades de produção à volta do mundo.

Segundo um estudo da OIT, a presença das economias emergentes, que representava 25% de toda a produção mundial de automóveis no início dos anos 2000 mais do que duplicou em 2015.

Países emergentes

O crescimento da indústria ocorreu em países emergentes como a China, que em 2000 produzia 4 milhões de carros e hoje coloca 30 milhões de veículos no mercado.

O autor do estudo da OIT, Tommaso Pardi, afirma que tudo que acontece na China é estratégico para a indústria automóvel. Mas outros países como o Brasil e a Índia também têm parques automóveis importantes, e geralmente comandados por empresas estrangeiras como europeias ou americanas.

Pardi afirma que o trabalhador de empresas automóveis tem melhores condições e padrões de produção, mas os tipos de contratos variam de temporários a permanentes. Segundo ele, existe ainda muita pressão regulatória para tornar a indústria mais verde e sustentável. Os carros continuam sendo os vilões das mudanças climáticas.

Tecnologia

A OIT afirma que os carros tradicionais precisam de tecnologia mais sofisticada, geralmente encontrada nos países do Ocidente. Mas para veículos elétricos, é possível usar baterias que podem ser fabricadas em países emergentes e a custo baixo.

Para o especialista é preciso introduzir políticas que liderem essas mudanças. Um outro desafio á a chamada digitalização da produção. Para Pardi, ainda há poucas expectativas para a automação da indústria automóvel.

Nos últimos 15 anos, a automação da montagem, por exemplo, foi reduzida por causa da flexibilização da força de trabalho no gerenciamento de operações complexas e da grande variedade de produtos e partes.

O autor do estudo diz que não acredita que a digitalização tenha um efeito maciço no emprego pela próxima década.

*Apresentação: Denise Costa.

 

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