“Cenário atual é inaceitável e insustentável no Sudão do Sul”

20 julho 2017

No Conselho de Segurança, vice-chefe das Operações de Paz disse que preciso mais esforços para alcançar uma solução política para o conflito;  ONU considera “ extremamente volátil” o ambiente de segurança no país.

Eleutério Guevane, da ONU News em Nova Iorque.

O vice-secretário-geral das Operações de Manutenção da Paz pediu uma “mensagem forte” da comunidade internacional aos líderes envolvidos no conflito sul-sudanês de que o “status quo é inaceitável e insustentável”.

Falando esta quinta-feira no Conselho de Segurança, o representante da Nações Unidas considerou que está “muito atrasada” a mudança no comportamento das partes.

Desafios prioritários

El Ghassim Wane declarou que “a busca de objetivos políticos por meio da violência” não deve continuar no mais novo país do mundo.

Para o responsável, o processo de paz no Sudão do Sul enfrenta inúmeros desafios prioritários que devem ser superados se a meta é “aproveitar ao máximo a oportunidade do envio da força de reação rápida a Juba”, e colocar o país de volta ao caminho da paz e da estabilidade.

O responsável disse esperar progressos no envio da Força Regional de Proteção com a chegada de unidades de infantaria ruandesas e etíopes nos próximos dois meses.

Contactos

Falando via videoconferência, de Juba, o presidente da Comissão Conjunta de Monitoramento e Avaliação, Jmec, Festus Mogae, disse que tem mantido contactos com líderes regionais e com outras partes com interesse na paz.

De acordo com o antigo presidente do Botsuana o sucesso do processo do sudão do Sul vai requerer vontade das partes do acordo de paz e dos grupos armados para que se comprometam e se acomodem politicamente.

Wane abordou os desafios enfrentados pela Missão da ONU no Sudão do Sul, Unmiss, para cumprir o mandato destacando que o ambiente de segurança continua extremamente volátil e que o país precisa de um “cessar-fogo efetivo e credível”.

O representante destacou combates que ocorrem na chamada região das Equatórias e no estado do Alto Nilo.

Quanto aos recentes desenvolvimentos nos esforços para alcançar uma solução política para o conflito,  Wane disse que é necessário garantir que o diálogo político não seja rejeitado pela oposição.

O receio é que haja “mais disputas, confrontos que levem à fragmentação e ao aumento de desalojados no mais novo país do mundo”.

 

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