Agência da ONU e Zâmbia juntam esforços para combater cancro

20 julho 2017

Centro aberto em 2007 ajuda com radioterapia, exames de raio X, mamografias, etc; antes da abertura da clínica, pacientes que não tinham como pagar por assistência privada entravam numa longa lista de espera para tratamento no Zimbabué ou na África do Sul.

Monica Grayley, da ONU News em Nova Iorque.

O Hospital de Doenças do Cancro em Lusaka, Zâmbia, trata pacientes de cancro no país com o auxílio de uma agência das Nações Unidas.

O centro, aberto em 2007, conta com o apoio da Agência Internacional de Energia Atómica, Aiea.

Tratamento

Antes da inauguração da clínica, pacientes que não tinham como pagar por assistência privada, eram obrigados a procurar tratamento em países vizinhos como Zimbabué e África do Sul, que ofereciam uma longa lista de espera.

O Hospital CDH é o primeiro para o tratamento do cancro. O centro oferece radioterapia, exames de raio X, mamografias e outros. Na última década, 16 mil pessoas foram diagnosticadas e tratadas no local.

Com 14 milhões de pessoas, a Zâmbia registou um aumento de 300% no número de casos de cancro desde 2007. E 70% dos pacientes são mulheres.

Pacientes

A Aiea envolveu-se no projeto em 2002, quando começou o planeamento do local, através de seu Programa de Cooperação Técnica.

Uma das pacientes, que receberam tratamento Rebecca Siabwati, contou que após os cuidados recebidos em 2010, ela passou a servir ao Centro como conselheira voluntária. Segundo ela, muitas pessoas associam o cancro à morte e por causa de alguns mitos têm medo de fazer os exames de deteção da doença.

A Aiea também envia estudantes de medicina de outros países africanos para uma formação de dois anos no hospital além de apoiar com medicamentos.

 

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