Líbia: Escritório da ONU alerta para “iminente risco de tortura” a prisioneiros

19 julho 2017

Porta-voz do Escritório de Direitos Humanos das Nações Unidas citou ainda alegações de execuções sumárias; falando a jornalistas em Genebra, Liz Throssell defendeu investigação completa e imparcial.

Laura Gelbert Delgado, da ONU News em Nova Iorque.*

O Escritório de Direitos Humanos das Nações Unidas expressou “profunda preocupação” na terça-feira com a segurança de indivíduos feitos prisioneiros por integrantes do exército da Líbia após recentes combates em Benghazi.

A preocupação seria com risco iminente de tortura e até execução sumária.

Investigação

Falando a jornalistas em Genebra, a porta-voz do Escritório, Liz Throssell, citou relatos que sugerem o envolvimento das Forças Especiais, uma unidade ligada ao Exército Nacional Líbio, e especialmente o seu comandante, Mahmoud al-Werfalli, na tortura de pessoas detidas e na execução sumária de pelo menos 10 homens capturados.

Throssell pediu ao Exército que garanta que haja uma investigação completa e imparcial destas alegações e também pediu a suspensão de al-Werfalli de suas funções até que a investigação seja concluída.

Redes sociais

De acordo com o Escritório da ONU, em diversas ocasiões, houve vídeos a circular em redes sociais que supostamente mostram al-Werfalli a executar homens ajoelhados ou a ordenar a sua execução.

Liz Throssell defendeu que “a luta contra o terrorismo não pode ser usada para justificar execuções sumárias ou outras violações graves das leis internacionais de direitos humanos e humanitária”.

A porta-voz afirmou ainda que, em março, o Exército Nacional Líbio anunciou investigações sobre supostas violações de direitos humanos, mas disse que nenhuma informação sobre o status dos processos teria sido divulgada.

*Apresentação: Denise Costa.

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