Situação alimentar pode regredir sem apoio urgente aos centro-africanos

13 julho 2017

PMA fala de aumento da violência e deslocados quando aumentava apoio de emergência; número de desalojados subiu 20% em dois meses; soldados de paz aumentam presença em Zémio após novos confrontos.

Eleutério Guevane, da ONU News em Nova Iorque.

O Programa Mundial de Alimentação, PMA, pediu urgentemente US$ 20 milhões para comprar, transportar e distribuir rações completas às vítimas da violência na República Centro-Africana.

Em nota, emitida esta quinta-feira, a agência apela a um maior empenho e financiamento flexível dos doadores para manter tudo o que foi feito e evitar que a situação alimentar piore.

Auxílio

O número de deslocados subiu 20% desde abril para os atuais 536 mil. O aumento coincidiu com novos acréscimos no  auxílio alimentar e nutricional de emergência para mais de 100 mil desalojados pelos recentes confrontos.

O conflito étnico e religioso levou mais de meio milhão de centro-africanos a deixar o seu país para os vizinhos Camarões, Chade, República do Congo e República Democrática do Congo.

O PMA alerta para graves interrupções na ajuda a 1,8 milhão de pessoas nesta temporada de escassez de alimentos. Essas preocupações aumentam com o risco de agravamento do estado nutricional das crianças afetadas.

Mulheres

O movimento da população não apenas aumenta em território centro-africano e nos países vizinhos mas preocupa porque os deslocados duram mais tempo fora de casa num cenário em que mulheres e crianças são os mais afetados. O PMA afirma que as necessidades continuam maiores que os recursos disponíveis.

A escalada da violência na República Centro-Africana levou à atuação da Missão das Nações Unidas no país, Minusca, para deter os grupos armados. A operação de paz também advertiu sobre abusos de direitos humanos.

A situação é considerada tensa na cidade de Zémio, no sudeste, após um ataque dos combatentes anti-Balaka a civis da etnia fulani num hospital local. A área passou a ser protegida pelos soldados de paz depois da morte de uma criança no incidente.

A Minusca exigiu ainda ao grupo armado Revolução e Justiça que saia da área de Bang, em Ouham-Pendé, após um ataque que na segunda-feira provocou a fuga de civis para uma base temporária da ONU na área.

 

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