ONU pronta para apoiar todas as ações para resolver crise na Ucrânia
BR

9 julho 2017

Secretário-geral está no país e falou com jornalistas neste domingo, em Kiev; António Guterres expressou “solidariedade a todos os ucranianos que estão sofrendo”, lembrando que 1,7 milhão de pessoas estão deslocadas no país.

Laura Gelbert Delgado, da ONU News em Nova Iorque.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, está na Ucrânia e falou a jornalistas neste domingo, em Kiev, ao lado do presidente Petro Poroshenko.

Guterres expressou sua “solidariedade a todos os ucranianos que estão sofrendo”, lembrando que 1,7 milhão de pessoas estão deslocadas no país. O chefe da ONU afirmou estar “profundamente comprometido” em fazer todo o possível para resolver a situação.

Direitos Humanos

O secretário-geral ressaltou que a população ucraniana tem o “direito de viver em paz e prosperidade e em pleno respeito a sua independência, soberania e integridade territorial”.

Neste momento, Guterres afirmou ser “essencial” fazer um apelo ao pleno respeito a acordos de cessar-fogo.

Ao mesmo tempo, ele afirmou que a ONU está acompanhando e estará pronta para fazer todo o possível e apoiar todas as ações para a solução desta crise que “já dura um período tão longo”.

Aos jornalistas, Guterres declarou que esta “não é uma situação esquecida”. Ele afirmou ainda que os órgãos de direitos humanos da ONU estão ativos em relação à situação e que o alto comissário para direitos humanos fornecerá seu relatório sobre a questão na Crimeia no devido tempo.

Portugal

No discurso, o secretário-geral disse ter uma ligação especial e emotiva com o povo ucraniano. Ele lembrou o período em que foi primeiro-ministro de Portugal, quando o país estava começando a se tornar um local de “imigração, após séculos sendo um país de emigração”.

Ele afirmou sentir orgulho de ter sido capaz de introduzir uma nova política relacionada à migração e de legalizar plenamente as comunidades de acolhimento, dizendo ter sido inspirado pelas “qualidades maravilhosas dos ucranianos vivendo em Portugal”.

Segundo o Escritório de Direitos Humanos da ONU, desde o início do conflito no leste da Ucrânia, em meados de abril de 2014, e até 15 de maio de 2017, pelo menos 10.090 pessoas morreram, incluindo 2.777 civis, e pelo menos 23.966 ficaram feridas.

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