Guterres e Agenda 2030: “Não temos tempo a perder”
BR

5 julho 2017

Secretário-geral pede mais investimento dos países nas Nações Unidas do futuro; Guterres apresentou primeira versão do plano para responder às necessidades das pessoas.

Eleutério Guevane, da ONU News em Nova Iorque.*

O secretário-geral da ONU disse que colocar o sistema das Nações Unidas em uma nova posição é uma responsabilidade compartilhada.

António Guterres apresentou esta quarta-feira, em Nova Iorque, as  principais ideias do seu plano para o cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, ODSs.

Tempo

Para Guterres é preciso haver mudanças para garantir a promessa de desenvolvimento sustentável, direitos humanos e paz para as próximas gerações e por isso afirmou que “não temos tempo a perder”.

O chefe da ONU declarou aos Estados-membros que a Agenda 2030 aponta o caminho a tomar para o desenvolvimento e que deve ser dada vida ao plano como um elemento definidor do nosso tempo e uma plataforma integrada para responder às necessidades das pessoas e dos governos.

Transição

Guterres defende que o sistema de desenvolvimento das Nações Unidas deve acelerar a transição dos Objetivos de Desenvolvimento do Milénio, ODMs,  para a Agenda 2030.

A sua proposta é que seja priorizado o alcance dos ODSs, pelo que chamou de “grandes lacunas nas atuais habilidades e mecanismos do sistema” que ocorrem atualmente.

Os pontos chaves do discurso de Guterres incluem dar “um foco muito mais forte” ao financiamento do desenvolvimento, criar uma nova geração de equipes nacionais adaptadas às necessidades específicas de cada país e fazer com que o desenvolvimento sustentável seja essência dos coordenadores residentes.

Debates

Em dezembro, Guterres deve apresentar um plano mais detalhado, mas ele na ocasião prometeu que antes terá mais debates com os Estados-membros.

Para o chefe da ONU, por muito tempo, os esforços de reforma no terreno foram limitados pela falta de esforços similares na sede em Nova Iorque.

Guterres defende a promoção da “uma voz de política da ONU mais coesa no nível regional” além de se dar prioridade à responsabilidade do sistema de desenvolvimento da organização.

Financiamento

O último dos oito pontos orientadores é a necessidade de abordar as consequências não intencionais do financiamento que prejudicaram a capacidade de cumprir ações mais coordenadas.

Guterres disse que cerca de 85% dos fundos estão destinados e desses valores pelo menos 90% vão para programas de agência de doadores únicos.

António Guterres destaca que tal como fundadores analisaram bem o futuro ao adotarem a Carta da ONU, atualmente “a responsabilidade coletiva é investir nas Nações Unidas do futuro e no mundo que se pretende em 2030 e além”.

*Apresentação: Michelle Alves de Lima.

 

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