África: ONU destaca avanços no investimento para jovens

3 julho 2017

Vice-secretária-geral lembra que 226 milhões de jovens entre os 15 e 24 anos vivem no continente; Amina Mohammed revelou que nos próximos meses Nações Unidas vão apoiar eleições e processos de transição em países da região.

Eleutério Guevane, da ONU News em Nova Iorque.

A vice-secretária-geral das Nações Unidas sublinhou esta segunda-feira os avanços registados na cooperação entre a organização e países de África e realçou o investimento no futuro dos jovens e das futuras gerações.

Amina Mohamed disse que a Agenda 2063 para África e a Agenda 2030 são essenciais para a região, falando na abertura da 29ª Cimeira dos chefes de Estado de governo da União Africana, em Adis Abeba na Etiópia.

Oportunidades

A responsável mencionou que o destaque está em abordar desafios e oportunidades para 226 milhões de jovens entre os 15 e 24 anos que vivem no continente.

Para Amina Mohamed, a ênfase na juventude aumentou os esforços de paz e segurança em África. A representante acrescentou que a estrutura de paz e segurança na Agenda do 2063, a qual pretende silenciar as armas até 2020, trouxe uma nova perspetiva para a diplomacia preventiva que é “importante para garantir que o jovem herde a construção de um continente livre de todas as formas de conflito.”

O discurso destacou que o desafio de erradicar a pobreza e alcançar um crescimento inclusivo e sustentável no continente incentivou à busca de uma forma contínua o desenvolvimento transformador do continente.

Parceria entre ONU e UA

Em relação aos progressos alcançados na parceria entre as duas organizações, Mohammed sublinhou o impulso dado em abril passado na conferência entre o secretário-geral da ONU e o presidente da Comissão da UA.

O encontro em Nova Iorque culminou com a adoção de uma estrutura conjunta para que haja uma parceria reforçada nas áreas de paz e segurança.

A responsável saudou os progressos registados em situações politicas na Somália e na Gâmbia com o apoio de países de África e da ONU. Ela revelou que nos próximos meses as Nações Unidas vão continuar a apoiar outros países em eleições e em “importantes dias” após os processos de transição.

No pronunciamento, a representante agradeceu os países do continente que abriram as portas para acolher refugiados que fogem de conflitos “pela calorosa receção, mas também dignidade e esperança.”

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