OMS: “cólera no Iémen mostra sinais de diminuir”
BR

27 junho 2017

Número de pacientes por semana baixou em cerca de 3 mil; agência elogia intervenções de emergência dos iemenitas com apoio internacional; registos indicam 218 mil casos suspeitos e mais de 1,4 mil mortes desde finais de abril.

Eleutério Guevane, da ONU News em Nova Iorque.*

A Organização Mundial da Saúde, OMS, anunciou que o surto de cólera no Iémen mostra sinais de diminuição com a baixa da taxa de mortalidade de 1,7% no início de maio para os atuais 0,6%.

Falando esta terça-feira, em Genebra, o conselheiro sénior de emergência da agência para o Iémen, Ahmed Zouiten, disse que a queda de casos deve-se à intervenção de emergência feita pelos profissionais de saúde.

“Turbilhão perfeito”

Várias agências humanitárias aumentaram as suas ações na capital e nas províncias afetadas com o apoio do Fundo da ONU para a Infância, Unicef, e da OMS.

Na semana passada, os casos notificados caíram para 39 mil em comparação com a média de 41 mil pacientes das semanas anteriores. Desde 27 de abril, o país registou 218 mil casos suspeitos e mais de 1,4 mil mortes.

Ahmed Zouiten disse que a causa do “turbilhão perfeito para a cólera” foi a combinação do colapso da infraestrutura de água, saneamento e higiene com a destruição da infraestrutura por causa do conflito de mais de dois anos.

Os combates que envolvem os rebeldes xiitas e o governo, apoiado por uma coligação liderada pela Arábia Saudita, deixaram 45% das instalações médicas do país com dificuldades de atendimento.

Zouiten apontou como principal preocupação o fim do mês do Ramadão para os muçulmanos, por causa das viagens das pessoas entre várias províncias e o potencial de transmitir a doença e expôr as populações à vulnerabilidade.

*Apresentação: Denise Costa.

 

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