África Central: por que razões números do PIB diferem da realidade económica?

27 junho 2017

Comité Intergovernamental de Peritos está em busca das respostas ao fenómeno nos Camarões; PIB avançou 5% até 2015 mas desempenho não se reflete em áreas como industrialização, comércio intrarregional e condições de vida das populações.

Eleutério Guevane, da ONU News em Nova Iorque.

Especialistas de África reúnem-se na 33.ª reunião do Comité Intergovernamental de Peritos até quinta-feira na cidade camaronesa de Douala. O encontro decorre sob o lema “Made in África Central: do círculo vicioso ao círculo virtuoso”.

No encontro participam governantes, representantes de entidades regionais e agências de organizações como as Nações Unidas e o Banco Africano de Desenvolvimento além do setor privado, da sociedade civil e de académicos.

PIB

O diretor do Gabinete Sub-Regional da Comissão Económica para África Central, António Pedro, disse que é preciso refletir por que razões os números do Produto Interno Bruto, PIB, da sub-região diferem da realidade económica no terreno.

Entre 2010 e 2015, a África Central teve uma taxa média de crescimento real de cerca de 5% sem que houvesse evolução correspondente na industrialização, no comércio intrarregional, ou nas condições de vida das populações.

Cauda do IDH

Pedro explicou que os países da sub-região ainda estão classificados na cauda do Índice de Desenvolvimento Humano.

Perante este panorama, e porque o atual sistema de produção não gerou um círculo virtuoso de crescimento inclusivo e sustentável, a recomendação da ECA é reorientar ativos e recursos da produção regional para indústrias mais produtivas.

A proposta pretende destacar a indústria transformadora e os serviços modernos “para tentar acelerar a transformação estrutural”.

Pedro disse que o encontro de peritos é uma oportunidade para refletir sobre como quebrar o círculo vicioso de crescimento não-inclusivo construindo um tecido industrial diversificado e competitivo.

Entre as vantagens dessa medida, o representante citou a melhoria da integração dos países da África Central em cadeias internacionais de valor e a criação de um grande número de empregos decentes.

 

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