Conselho de Segurança saúda envio de força regional ao Sahel

21 junho 2017

G5 terá 5 mil homens para restaurar paz e segurança no Burquina Fasso, no Chade, no Mali, na Mauritânia e no Níger; órgão revela preocupação com “dimensão transnacional da ameaça terrorista” na região africana.

Eleutério Guevane, da ONU News em Nova Iorque.

O Conselho de Segurança saudou a implantação da força conjunta de cinco países do Sahel, o G5 Sahel, que pretende restaurar a paz e a segurança nos contribuintes Burquina Fasso, Chade, Mali, Mauritânia e Níger.

A decisão adotada esta quarta-feira prevê mais de 5 mil militares e polícias que devem integrar o contingente regional.

Civis

No documento, os 15 Estados-membros saúdam “o conceito estratégico de operações” que prevê que a força tenha ligação com as áreas humanitária, da proteção de civis, de género além da conduta e disciplina.

A outra recomendação é que o chefe da ONU informe ao Conselho sobre desafios encontrados no terreno e “possíveis medidas para uma maior consideração”.

Os membros do Conselho expressam preocupação com a “dimensão transnacional da ameaça terrorista na região do Sahel e os graves desafios do crime organizado transnacional que incluem o tráfico de armas, de drogas e de pessoas, incluindo os migrantes.”

Responsabilidade

A resolução destaca que os cinco países do G5 Sahel têm a responsabilidade de fornecer “recursos adequados para a força”.

O Conselho saudou a contribuição de € 50 milhões da União Europeia e encoraja o apoio adicional de parceiros bilaterais e multilaterais”.

O órgão encoraja o apoio de parceiros à força e a convocação rápida de uma conferência de planeamento para “garantir a coordenação da assistência dos doadores.”

Os 15 Estados-membros pedem ainda ao secretário-geral que dê informações sobre as formas de mitigar qualquer “impacto adverso das operações militares na população civil, incluindo em mulheres e crianças.”

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