Apelo humanitário da ONU para 2017 sobe para US$ 23,5 bi
BR

21 junho 2017

Escritório de Assistência Humanitária das Nações Unidas alerta que 141 milhões de pessoas em 37 países precisam de ajuda; em dezembro apelo foi de US$ 22,2 bi para atender a 93 milhões de pessoas.

Edgard Júnior, da ONU News em Nova Iorque.

O Escritório de Assistência Humanitária da ONU, Ocha, alertou que o número de pessoas que necessitam de ajuda bateu recorde e chegou a 141 milhões em 37 países.

A ONU fez esta quarta-feira um novo apelo humanitário de US$ 23,5 bilhões para ajudar 101 milhões de pessoas no mundo, 40 milhões a menos do que o total de pessoas em situação considerada vulnerável.

Novos desastres

Houve um aumento de US$ 1,3 bilhão em relação ao pedido feito em dezembro do ano passado. Até o momento, a ONU recebeu apenas 26% do valor pedido.

O Ocha diz ainda que novos desastres e a piora da situação de emergência estão elevando os valores. Segundo a agência, o motivo foi uma alta também do número de pessoas necessitadas, que era de 93 milhões.

Foram feitos apelos separados para cobrir as operações por causa da escalada da violência na região de Kassai, na República Democrática do Congo, como também devido à seca no Quênia.

Estão na lista os ciclones tropicais que atingiram Moçambique e Madagascar e as enchentes no Peru. Todos esses problemas vão além dos 20 milhões de pessoas que estão em risco de fome no Iêmen, Nigéria, Somália e Sudão do Sul.

Áreas perigosas

O chefe do Ocha, Stephen O’Brien, afirmou que com o “apoio generoso dos doadores internacionais” os parceiros humanitários aumentaram as entregas de ajuda em áreas perigosas.

Ele fez a declaração na abertura do evento anual de assuntos humanitários que está sendo realizado no Conselho Econômico e Social, Ecosoc, na sede da ONU, em Nova Iorque.

Segundo O’Brien, “as vidas e o bem-estar das pessoas dependem de um aumento do apoio coletivo da comunidade internacional”.

O relatório mostrou que a ajuda humanitária atingiu regiões mais necessitadas como o Iêmen, o Sudão do Sul e a Síria.

 

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