Em Dia Mundial, Angelina Jolie faz apelo por crianças refugiadas
BR

20 junho 2017

No Quênia, atriz e enviada especial da Agência da ONU para Refugiados , Acnur, esteve com 20 meninas deslocadas que estão separadas de seus pais; O chefe do Acnur, Fillipo Grandi, lembrou que quando pessoas estão #ComOsRefugiados se unem por respeito e diversidade para todos.

Laura Gelbert Delgado, da ONU News em Nova Iorque.

Esta terça-feira, 20 de junho, é o Dia Mundial do Refugiado. Para marcar a data, a enviada especial da Agência da ONU para Refugiados, Acnur, Angelina Jolie esteve em Nairobi, no Quênia, onde visitou meninas que fugiram de seus países.

Jolie se reuniu com cerca de 20 meninas que estão desacompanhadas ou foram separadas de seus pais. Elas participam de um programa voltado a seu empoderamento e contaram suas histórias pessoais à enviada especial da agência da ONU.

Violência e humanidade

As meninas fugiram de violência extrema e perseguição na República Democrática do Congo, Sudão do Sul, Somália, Burundi e Ruanda. Quase todas sofreram violência sexual e de gênero. Muitas tiveram filhos após serem violentadas ou estão grávidas.    

Jolie declarou ter sido uma “honra” passar o dia com elas e lembrou que mais da metade dos refugiados e deslocados no mundo são mulheres e crianças. Para a enviada especial do Acnur, como essas pessoas são tratadas é uma medida da “humanidade das nações”.

Ela afirmou ainda que seu único pedido no Dia Mundial do Refugiado é que as pessoas “considerem a dor e o sofrimento de jovens meninas como estas”.

Quênia

Esta foi a terceira visita de Angelina Jolie ao Quênia, país que abriga cerca de 491 mil refugiados dos vizinhos Somália, Sudão do Sul, República Democrática do Congo e Burundi além de outros países da região.

A maioria dos 67 mil deslocados em zonas urbanas do Quênia sobrevive de assistência fornecida pelo Acnur e de outras instituições humanitárias. Muitos estão lutando para se recuperarem de abuso terrível e terror vivido antes ou durante a fuga.

Em nome do Acnur, Jolie agradeceu ao governo queniano e a população do país por abrigar quase meio milhão de deslocados.

Sudão do Sul

Entre os refugiados no Quênia estão mais de 101 mil sul-sudadeses. Segundo o Acnur, a crise no Sudão do Sul tornou-se o “maior novo fator no deslocamento global forçado após o desastroso colapso dos esforços de paz em 2016 ter contribuído para a saída de 737.400 pessoas até o fim do ano”.

Já o Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, alertou que em média, mais de mil crianças continuam fugindo do Sudão do Sul por dia por causa da violência. Desde a eclosão do conflito no país em dezembro de 2013, mais de 1,8 milhão de pessoas atravessaram as fronteiras para países vizinhos.

Resiliência e coragem

Em sua mensagem sobre o Dia Mundial do Refugiado, o chefe do Acnur, Fillipo Grandi declarou que a agência presta uma homenagem à resiliência e à coragem de mais de 65 milhões de pessoas forçadas a fugir de guerras, perseguição e violência.

Grandi ressaltou ainda que a data também é um momento de reconhecer as comunidades e pessoas ao redor do mundo que recebem refugiados e deslocados internos, oferecem a eles um lugar seguro e os acolhem em sua escolas, locais de trabalho e sociedades.

O chefe do Acnur lembrou ainda que quando as pessoas estão #ComOsRefugiados, elas se unem por respeito e diversidade para todos.

Assista também a mensagem em vídeo do secretário-geral da ONU, António Guterres, sobre o Dia Mundial do Refugiado.

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