Naufrágios podem ter matado 130 no Mediterrâneo esta segunda-feira
BR

20 junho 2017

Embarcações partiram da Líbia na semana passada; mais grave incidente envolve embarcação que transportava pelo menos 133 pessoas; Acnur quer melhores operações de resgate e alternativas mais viáveis para migrantes.

Eleutério Guevane, da ONU News em Nova Iorque.

Três novos naufrágios podem ter provocado pelo menos 130 mortos ou desaparecidos na noite desta segunda-feira no Mar Mediterrâneo.

A Agência da ONU para Refugiados, Acnur, afirma que os incidentes são um lembrete dos graves perigos que as pessoas enfrentam quando são forçadas a fugir dos seus países devido à guerra e à perseguição.

Mortos

Das mais de 77 mil pessoas que tentaram atravessar o Mediterrâneo desde o início do ano para a Europa, calcula-se que 2 mil morreram ou desapareceram.

O primeiro e maior dos incidentes de segunda-feira envolveu um barco de borracha que saiu da Líbia na quinta-feira. A água infiltrou-se na embarcação horas depois de iniciar a viagem com pelo menos 133 pessoas a bordo.

O segundo barco quebrou-se no mar e afundou com pelo menos 85 pessoas. As testemunhas contaram que a embarcação era uma das três que partiram da costa líbia com muitas famílias e crianças na sua maioria sírios e cidadãos do norte de África.

Resgate

No terceiro naufrágio pelo menos sete pessoas perderam a vida ou desapareceram, segundo quatro sobreviventes que desembarcaram na ilha Sicília, na Itália. O barco deixou a Líbia na quarta-feira.

Por ocasião do Dia Mundial dos Refugiados o apelo do Acnur é que as operações de resgate sejam melhoradas e as alternativas sejam mais viáveis e seguras. A meta é que os que precisam de proteção internacional não sejam obrigados a enfrentar o perigo das viagens.

A agência também pediu mais esforços para abordar as causas profundas que levam a fazer movimentos de pessoas para a Líbia, que incluem a solução de conflitos e a redução da pobreza.

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