Portugal está em 18º lugar em relatório do Unicef sobre bem-estar das crianças
BR

15 junho 2017

Documento menciona desafios e oportunidades de economias avançadas para alcançar compromissos globais em relação à infância; representante da agência alerta que alta renda pode ser acompanhada por desigualdades mais profundas.

Eleutério Guevane da ONU News em Nova Iorque.*

Portugal está em 18º lugar no bem-estar das crianças no ranking geral de um relatório de países da União Europeia e da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico, Ocde.

A Noruega lidera a colocação dos 41 países analisados pelo Centro de Pesquisas Innocenti do Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef.

Adolescência

Em relação aos objetivos de boa saúde e bem-estar e também de consumo e produção responsáveis, Portugal está em primeiro lugar. O país ocupa o topo da lista dos indicadores da mortalidade neonatal, taxas de suicídio, sintomas de saúde mental, embriaguez e taxas de fertilidade da adolescência.

Uma média de 1,7 adolescentes portugueses em cada 100 mil habitantes, de idades entre 15 e 19 anos, comete suicídio. A taxa é a mais baixa da região da Europa do sul, que tende a seguir a mesma tendência.

O relatório também refere que uma em cada cinco crianças dos países de alta renda vive em pobreza relativa. Em relação à insegurança alimentar, a média é de uma em cada oito.

Economias

Intitulado Construir o futuro: as crianças e os objetivos de desenvolvimento sustentável em países ricos, o documento é pioneiro em avaliar menores de idade nos 41 países de alta renda em relação aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, ODSs.

O documento inclui detalhes sobre desafios e oportunidades que as economias avançadas enfrentam para alcançar os compromissos globais em relação às crianças.

A diretora do Unicef Innocenti aponta que a pesquisa alerta que mesmo com o progresso demonstrado em países de alta renda, este não beneficia todas as crianças.

Para Sarah Cook, o alto rendimento não leva automaticamente a melhores resultados para todas as crianças, podendo tornar as desigualdades mais profundas.

O apelo aos governos de todos os países é que tomem medidas para garantir que as lacunas sejam reduzidas e que ocorram avanços para alcançar os ODSs para crianças.

*Apresentação: Michelle Alves de Lima.

 

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