Nigéria: PMA suspendeu algumas metas de auxilio por três meses

14 junho 2017

Cerca de 5,2 milhões de pessoas enfrentam fome na área mais afetada pelo grupo terrorista Boko Haram; limitações levaram agência a priorizar casos mais críticos e vulneráveis.

Eleutério Guevane, da ONU News em Nova Iorque.

O Programa Mundial de Alimentação, PMA, precisa de US$ 172 milhões com urgência para continuar a ajudar habitantes do nordeste da Nigéria.

O início da chamada época sem produção provocou a subida dos preços alimentares e pressiona os já escassos recursos de milhões de afetados pelo conflito. A situação agrava a fome na área mais atingida pelas ações do grupo terrorista Boko Haram.

Auxílio

Os estados mais afetados pelos combates entre o grupo e o governo são Borno, Adamawa e Yobe onde cerca de 5,2 milhões de pessoas enfrentam fome.

Nessas regiões estima-se que mais de um terço desses nigerianos estejam propensas a enfrentar essa situação e outras “dezenas de milhares” não têm acesso absolutamente nenhum à comida ou estão em situação similar.

Financiamento

O plano da agência é abastecer pelo menos 1,3 milhão de pessoas por mês durante o período crítico, o que equivale a cerca de meio milhão a menos em relação ao alvo inicial.

Com a falta de financiamento, a agência suspendeu algumas metas de auxilio entre junho e agosto. O PMA revelou que diminuiu as quantidades entregues aos beneficiários de comida, de artigos nutricionais e de assistência financeira.

Os mais afetados e vulneráveis são os que têm prioridade no que a própria agência considera “uma forma brutal de triagem”, uma medida que foi obrigada a tomar devudo à limitação de recursos.

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