Iêmen: número de casos suspeitos de cólera chega a 100 mil
BR

8 junho 2017

Até 7 de junho, 791 pessoas morreram; Organização Mundial da Saúde, OMS, e Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, ressaltaram que menores de 15 anos representam 46% dos casos.

Laura Gelbert Delgado, da ONU News em Nova Iorque.

O número de casos suspeitos de cólera no Iêmen continua subindo e chegou a 101.820. Até 7 de junho, 791 pessoas morreram.

As pessoas mais afetadas são as que estão em situação mais vulnerável. Menores de 15 anos representam 46% dos casos e os mais de 60 são 33% dos mortos.

Conflito

A Organização Mundial da Saúde, OMS, e o Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, estão aprimorando as ações nas áreas onde foi registrada a maior parte dos casos. O objetivo é impedir que a doença se espalhe ainda mais.

Segundo as agências, a corrida para conter o surto de cólera não será vencida facilmente. O sistema de saúde do país foi quase destruído pelos mais de dois anos de conflito. Menos de metade dos centros médicos do Iêmen estão funcionando plenamente.

Infraestrutura importante foi danificada pela violência, tirando o acesso de 14,5 milhões de pessoas à água limpa e saneamento. Trabalhadores da área e de saúde não recebem salários há mais de oito meses e a quatidade de itens médicos entrando no país é apenas um terço do que era antes de março de 2015.

Resposta

A representante do Unicef no Iêmen, Meritxell Relano, afirmou que o surto de cólera está tornando “drásticamente pior” uma situação já ruim para as crianças, lembrando que muitos dos menores que morreram da doença já estavam gravemente desnutridos.

O Unicef, a OMS e parceiros estão trabalhando para responder a este surto. Cerca de 3,5 milhões de pessoas no país receberam itens relacionados ao tratamento da água e à higiene. As agências também estão fornecendo apoio a centros de saúde.

O total de recursos necessários para a resposta conjunto em atividades de saúde, água e saneamento é de US$ 66,7 milhões por para seis meses. As agências ressaltaram que embora os doadores tenham sido generosos até o momento, é preciso mais financiamento, especialmente para açãos relacionadas à água e saneamento.

A maior necessidade, no entanto, seria de um número maior de parceiros no terreno, ao redor do país, incluindo em áreas com pouco acesso devido ao conflito.

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