Portugal anuncia que albergará Conferência sobre Oceanos em 2020

9 junho 2017

Ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, participou do primeiro evento nas Nações Unidas sobre o tema e disse que assunto é de extrema relevância e deve continuar a despertar a atenção da comunidade internacional.

Monica Grayley, da ONU News em Nova Iorque.

Portugal deve albergar uma grande conferência internacional sobre mares e oceanos em 2020.

O anúncio foi feito na Assembleia Geral das Nações Unidas pela ministra do Mar do país, Ana Paula Vitorino.

Cultura do mar

Ela discursou na Conferência sobre os Oceanos, que decorre na sede da ONU, em Nova Iorque, até esta sexta-feira.

Em entrevista à ONU News, Ana Paula Vitorino, afirmou que Portugal sente-se ligado ao tema por fazer parte de sua história e pela longa associação que tem com a cultura do mar.

“Nós estamos presentes e se mais ninguém quiser, nós organizamos a conferência porque não deixamos cair a oportunidade de mostrar ao mundo a relevância que isto tem. E que os povos estão dispostos a unir-se em torno de um compromisso de sustentabilidade.”

Economia azul

De acordo com Ana Paula Vitorino, Portugal realiza anualmente uma conferência internacional chamada Oceans Meeting. Este ano, o evento tratará da relação entre os oceanos e a saúde da pessoas.

A ministra disse ainda que a economia azul tem um grande potencial e espaço de crescimento tanto na Europa como em outras partes do globo.

Em Portugal, por exemplo, a economia azul responde por pouco mais de 3% do Produto Interno Bruto, PIB, do país europeu.

“Da minha língua, vê-se o mar”

Para a ministra portuguesa, países e povos têm muito a ganhar com uma estratégia bem delineada de promoção desse tipo de economia. A começar pelas nações lusófonas.

Ela lembrou a frase do escritor português, Vergílio Ferreira, citada pelo chefe da ONU, António Guterres, no discurso de abertura da Conferência sobre os Oceanos em 5 de junho.

Diversidade

“De facto, da nossa língua vê-se o mar. A nossa língua é o português, é o moçambicano, é o angolano, é o brasileiro. É a nossa língua com toda a diversidade e riqueza e o respeito pela diversidade. E é o respeito pela diversidade que nos traz a nós dos países da lusofonia um valor acrescentado relativamente a outros povos em que nós estamos habituados a viver com a diferença e a respeitá-la.”

A Conferência sobre os Oceanos nas Nações Unidas deve terminar nesta sexta-feira com uma declaração adotada pelos países-membros da organização.

O evento baseou-se no Objetivo 14 da Agenda 2030, de desenvolvimento sustentável que prevê a conservação e sustentabilidade do uso dos oceanos, mares e recursos marinhos para o desenvolvimento.

 

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