Onusida: redes sociais podem combater “conspiração do silêncio” sobre HIV

7 junho 2017

Agência quer promover acesso ao tratamento para mais 10 milhões de pessoas até 2020; grupos chamados marginalizados incluem trabalhadores do sexo, usuários de drogas, homens que têm sexo com homens e adolescentes.

Eleutério Guevane, da ONU News em Nova Iorque.

O diretor-executivo do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Sida, Onusida, disse acreditar que utilizadores jovens das redes sociais “podem ajudar a envolver as pessoas marginalizadas e acelerar o fim da epidemia”.

Falando recentemente em exclusivo à ONU News, em Nova Iorque, Michel Sidibé  disse que as redes sociais cruciais para quebrar a “nova conspiração do silêncio” e ajudar a tratar pessoas que estão esquecidas. Entre elas estão trabalhadores do sexo, usuários de drogas, homens que têm sexo com homens, e meninas adolescentes que sofrem de violência em várias partes do mundo.

Passivos

Para o responsável, transformar a resposta ao HIV depende de envolver os jovens como o centro da resposta e não considerá-los simplesmente beneficiários passivos da ação.

O representante disse haver exemplos de inovação de jovens como o uso de telefones celulares e de outras tecnologias sem fio para promover a saúde.

Inovação

O responsável afirmou que hoje, jovens estão virtualmente conectados de um país para o outro através das redes sociais e que essa inovação ocorre não somente no Norte. Como exemplo da importância de redes sociais, ele citou o Quénia com a aplicação do aplicativo mHelp.

O chefe da agência das Nações Unidas destacou que o mundo não se deve calar para defender pessoas de grupos em risco de infeção pelo HIV.

O plano do Onusida é promover ações para que  mais 10 milhões de pessoas sejam tratadas até 2020. A maioria não conhece o seu estado em relação ao vírus.

 

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