Chefe de Direitos Humanos quer ação inteligente para erradicar terrorismo
BR

6 junho 2017

Zeid Al Hussein falou na abertura da 35ª sessão do Conselho de Direitos Humanos; ele citou corpos de civis iraquianos mortos pelo Isil nas ruas de Mossul; Zeid pede a governos que combatam o terrorismo de forma inteligente, preservando os direitos de todos.

Leda Letra, da ONU News em Nova Iorque. 

A “brutalidade sem fronteiras” do Daesh, acrônimo em árabe para o Estado Islâmico do Iraque e do Levante foi mencionada pelo alto comissário da ONU para os Direitos Humanos nesta terça-feira, em Genebra.

Na abertura da 35ª sessão do Conselho de Direitos Humanos, Zeid Al Hussein afirmou que “corpos de homens, mulheres e crianças do Iraque continuam nas ruas de Mossul, após 163 pessoas terem sido assassinadas pelo Isil no dia 1° de junho”.

Inocentes

Zeid defendeu que o terrorismo seja erradicado no mundo com “ação inteligente” dos governos. Segundo ele, o combate ao terrorismo deve acontecer de forma inteligente, ou seja, preservando os direitos humanos de todos.

O alto comissário afirmou que para cada cidadão detido de forma errada, humilhado ou torturado devido a “leis antiterrorismo que são vagas”, um indivíduo ou toda a sua família nutre um sentimento de injustiça contra as autoridades.

Palestinos

Ao Conselho de Direitos Humanos, Zeid destacou que “para cada inocente enviado à prisão, seis ou sete familiares acabam indo para as mãos daqueles que se opõe ao governo, com alguns que vão mais além”.

No seu discurso, o alto comissário aproveitou para lembrar os 50 anos da guerra árabe-israelense de 1967, conhecida como Guerra dos Seis Dias. Zeid mencionou “meio século de sofrimento do povo palestino” devido à ocupação imposta por forças militares.

Ele defendeu a liberdade dos palestinos, mas também a liberdade dos israelenses “que têm um Estado, mas vem sofrendo de forma dolorosa”. O alto comissário pediu o fim da ocupação como sendo o requisito necessário para a paz.

O Conselho de Direitos Humanos é formado por 47 países, que são eleitos pela Assembleia Geral da ONU para mandatos de três anos. A 35ª sessão do órgão segue até 23 de junho.

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