Opinião pública enriqueceu bagagem de Moçambique para debater os oceanos

6 junho 2017

Na Conferência sobre os Oceanos interesses do país incluem formação, uso sustentável do mar e desenvolvimento do turismo pesqueiro; autoridades de Maputo querem combater ações que poluem mares e provocam perda da biodiversidade.

Eleutério Guevane, da ONU News em Nova Iorque.

O Ministro do Mar, Águas Interiores e Pescas de Moçambique disse que traz várias recomendações surgidas de um debate público para a Conferência sobre os Oceanos, que esta semana decorre em Nova Iorque.

Agostinho Mondlane declarou que o país quer uma maior disciplina no aceso ao mar e precisa do mundo para enfrentar ações que contribuem para poluir as águas e perder a biodiversidade.

Medidas

“Que se efetive a assistência necessária em termos de desenvolvimento de capital. Essa é a questão crítica principal: lidar melhor com os oceanos na área de pesquisa, de propensão dos recursos e também na avaliação do estado ambiental, de modo que se possam tomar medidas de correção a nível ambiental caso se esteja a danificar o ambiente.”

O representante disse que Moçambique vê várias alternativas para explorar recursos dos oceanos mas revelou que precisa de mais cooperação.

Uma das áreas mais importantes é desenvolver a pesca num país que faz parte das regiões naturais da África Oriental, da África Central e da África Austral.

Experiências

“Promovemos uma pesca responsável desde os operadores de pequena escala até os industriais. Juntamo-nos ao mundo contra a pesca ilegal. Estamos a trabalhar com vários países e a captar experiências. Estamos abertos a tal com várias nações de língua portuguesa. Posso dizer que com Angola temos um memorando de entendimento em relação às pescas que não está ainda em implementação. Temos tido trocas de experiências e de visitas de uma forma esporádica mas queremos explorar isso de uma forma sistemática.”

O ministro revelou que pretende alargar os contactos com países lusófonos em temas como uso sustentável do mar e desenvolvimento do turismo pesqueiro onde há vários avanços dentro das nações do bloco lusófono.

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