Unicef quer mais apoio para 9 mil crianças congolesas refugiadas em Angola

2 junho 2017

Pelo menos 200 menores chegaram aos acampamentos angolanos sem as suas famílias; parte delas passou por ataques violentos ou sofreu ferimentos graves de balas ou armas artesanais.

Eleutério Guevane, da ONU News em Nova Iorque.

Angola precisa de apoio urgente para mais de 9 mil crianças da República Democrática do Congo, RD Congo, que vivem em dois centros temporários da cidade de Dundo, na província da Lunda Norte.

Os menores de idade e as suas famílias chegam aos campos após dias e até semanas de caminhada, segundo o Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef. Grande parte do grupo testemunhou ataques violentos ou sofreu ferimentos graves causados por balas ou armas de fabrico artesanal.

Preocupação

A agência revela ainda que a prevenção de doenças é a preocupação imediata e que oferece proteção e ajuda como nutrição, água potável e saneamento.

Um total de 25 mil pessoas chegou ao país lusófono devido à violência na vizinha província congolesa do Kassai, que se iniciou em agosto passado.

Apesar de os menores congoleses já terem algum apoio essencial, pretende-se que estes sejam vacinados contra vírus como o do sarampo para reduzir o risco de surtos.

Famílias

Pelo menos 200 crianças chegaram aos acampamentos angolanos sem as suas famílias. A agência formou trabalhadores de assistência social para o registo dos menores desacompanhados ou separados dos seus agregados.

O representante do Unicef em Angola, Abubacar Sultan, disse que é prioritário voltar a unir essas crianças às famílias.

O responsável anunciou que a agência e seus parceiros identificaram um local temporário para acomodar crianças desacompanhadas em ambiente amigável e protetor, enquanto decorrem esforços para rastrear as suas famílias biológicas.

Para o Unicef, o registo é essencial para garantir a segurança das crianças e protegê-las contra o tráfico, o abuso e a exploração. Ao inscrevê-las “há também uma maior possibilidade de voltar a uni-las às suas famílias”.

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