Missões da ONU usam equivalente a menos de 1% de gastos militares globais
BR

29 maio 2017

29 de maio é Dia Internacional dos Boinas-Azuis, uma data para “homenagear os herois das Nações Unidas”; desde 1948, mais de 1 milhão de homens e mulheres serviram nas Missões de Paz; orçamento é de US$ 7,8 bilhões.

Leda Letra, da ONU News em Nova Iorque.

O Dia Internacional dos Boinas-Azuis é celebrado nesta segunda-feira, 29 de maio, considerada uma data “para homenagear os herois das Nações Unidas”.

Desde o início das Missões de Paz, em 1948, mais de 1 milhão de homens e mulheres serviram à bandeira da ONU “com orgulho, distinção e coragem”, destaca a organização.

Mortes

Em todos esses anos, mais de 3,5 mil boinas-azuis morreram em serviço, incluindo o sargente brasileiro Vicente Medeiros, que perdeu a vida no ano passado. Ele servia à Missão das Nações Unidas para Estabilização do Haiti, Minustah.

Medeiros foi um dos 117 homenageados pelo secretário-geral da ONU, António Guterres, numa cerimônia em Nova Iorque na semana passada.

O secretário-geral explica que “os soldados de paz se colocam à frente do perigo todos os dias, no meio de grupos armados que estão tentando se matar ou causar danos aos civis”.

Presença no terreno

As Nações Unidas têm 16 Missões de Paz em quatro continentes, com presença em países como Haiti, Chipre, Mali, República Centro-Africana, República Democrática do Congo e Sudão do Sul.

Mais de 124 países contribuem com 122 mil integrantes das forças de paz da ONU, incluindo tropas militares, policiais e funcionários civis. Todos trabalham para “salvar vidas, prevenir atrocidades em massa e garantir a paz” nas regiões em que atuam.

O orçamento das missões gira em torno de US$ 7,8 bilhões, o que representa menos de 0,5% dos gastos militares globais. Guterres destaca que este é um “investimento na paz global, na segurança e na prosperidade”.

Além dos boinas-azuis, existe toda uma operação logística, incluindo 14 mil veículos, 310 clínicas médicas, 158 helicópteros, 54 aviões e sete navios.

Reforma

Em editorial publicado no jornal Boston Globe desta segunda-feira, o chefe da ONU menciona os casos recentes de exploração sexual envolvendo as forças de paz.

António Guterres reafirma que essas ações “violaram todos os valores das Nações Unidas” e que “combater o flagelo é prioridade da organização”. Ele já apresentou um plano aos 193 países-membros para acabar com a impunidade e garantir que todas as missões tenham defensores para os direitos das vítimas.

O chefe da ONU aproveita o dia internacional para lembrar que as próprias Missões de Paz são alvo de extremistas violentos. Para lidar com essa realidade, Guterres quer uma “séria reforma estratégica, baseada na análise dos mandatos, das capacidades das missões e das parcerias com governos”.

 

♦ Receba atualizações diretamente no seu email - Assine aqui a newsletter da ONU News
♦ Baixe o aplicativo/aplicação para - iOS ou Android
♦ Siga-nos no Twitter! Assista aos vídeos no Youtube e ouça a rádio no Soundcloud