Chefes do PMA e da FAO visitam Sudão do Sul

25 maio 2017

David Beasley e José Graziano da Silva pedem paz urgente; cerca de 5,5 milhões de pessoas no Sudão do Sul, ou quase metade da população, enfrentam grave fome.

Laura Gelbert Delgado, da ONU News em Nova Iorque.*

Para eliminar a fome, todas as partes do conflito no Sudão do Sul devem acabar com a violência e trabalhar juntos para garantir que alimentos e outros itens vitais de apoio cheguem às pessoas.

O apelo foi feito pelo chefe da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, FAO, José Graziano da Silva, e do Programa Mundial de Alimentação, PMA, David Beasley, durante uma visita ao antigo estado de União, uma das áreas do país mais afetada pela crise atual.

Resposta

Cerca de 5,5 milhões de pessoas no Sudão do Sul, ou quase metade da população, enfrentam grave fome, sem saber quando será a sua próxima refeição. Destas, cerca de 1 milhão estão à beira de uma situação de fome.

Mais de 90 mil sul-sudaneses podem morrer de fome. A FAO alerta que essa situação sem precedentes reflete o impacto do conflito em curso, de obstáculos para entrega de assistência humanitária e declínio da produção agrícola.

Graziano da Silva e Beasley destacaram que uma resposta imediata e massissa é fundamental, a combinar assistência alimentar e apoio à agricultura, pecuária e pesca.

Potencial 

Os chefes das duas agências da ONU ressaltaram ser preciso que a comunidade internacional apoie ainda mais ações humanitárias no Sudão do Sul.

Mais recursos são necessários para a distribuição de comida, melhora na nutrição, assistência de saúde, água e saneamento, apoio agrícola, sementes, equipamentos de pesca e vacinação de animais.

Juntos, o PMA e a FAO enfrentam uma lacuna de cerca de US$ 182 milhões para os próximos seis meses. As agências estão a lutar para levantar fundos para atender necessidades crescentes em diversas crises ao redor do mundo.

*Apresentação: Denise Costa.

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