Escassez de alimentos e de água vai afetar mais de 500 mil no Quénia

23 maio 2017

Ocha revela que número de pessoas em situação de fragilidade deverá subir no próximo semestre; falta de água potável e saneamento aumentam doenças transmissíveis.

Eleutério Guevane, da ONU News em Nova Iorque.*

Mais de 2,6 milhões de pessoas sofrem de insegurança alimentar grave no Quénia “e o número aumenta rapidamente”.

O Escritório da ONU para Assistência Humanitária, Ocha, destaca que no próximo semestre mais de 553 mil crianças menores de cinco anos, mulheres grávidas e lactantes vão precisar de apoio alimentar em cinco distritos do Quénia.

Chuvas

De acordo com as Nações Unidas várias famílias de pastores enfrentam níveis de crise de insegurança alimentar aguda. A emergência é declarada entre julho e setembro na época de chuvas. Teme-se que várias pessoas enfrentem fome nesse período.

É nas terras áridas e semiáridas onde ocorrem os maiores índices de subnutrição. Nos três distritos mais afetados, o nível de desnutrição aguda chega a 30%, cifra que representa o dobro do limiar de emergência.

Desnutrição

Nos últimos dois meses aumentou para 344 mil o número de crianças com desnutrição aguda, o equivalente a  cerca de um terço das vítimas existentes em janeiro e fevereiro. Mais de 43 mil mulheres grávidas e lactantes sofrem com o problema.

Com a seca a afetar 47 distritos, o Quénia lida com deficientes meios de saneamento e com a escassez de água potável. O problema leva a um aumento de doenças transmissíveis e também transmitidas pela água.

O escritório da ONU alertou para a necessidade de promover a higiene e a reabilitação de pontos de água, de furos e levar camiões com o líquido para locais que incluem escolas e clínicas de saúde.

*Apresentação: Denise Costa.

 

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