Chefe da OMS disse que “atrás de uma estatística há sempre uma pessoa”
BR

22 maio 2017

Margaret Chan disse também que a inovação é necessária para atingir metas de saúde dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

Eleutério Guevane e Edgard Júnior, ONU News em Nova Iorque.

Representantes de 194 países estão reunidos a partir desta segunda-feira na 70ª Assembleia Mundial da Saúde, em Genebra que discutirá soluções para as ameaças de saúde em todo o mundo.

Os participantes debaterão formas de lidar com os maiores riscos na área e irão eleger o novo diretor-geral ou nova dietora-geral da Organização Mundial da Saúde, OMS, entre os três candidatos ao posto.

Inovação

Em discurso esta segunda-feira no evento, a chefe da OMS, Margaret Chan, disse que a inovação é fundamental para atingir as metas de saúde dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

Chan deixou claro também a importância das pessoas nesse processo.

A diretora-geral da agência da ONU declarou que as autoridades do setor de saúde tendem a usar dados estatísticos alarmantes para chamar a atenção dos problemas.

Mas ela disse que “por trás de cada número existe uma pessoa que merece a compaixão de todos, especialmente quando o sofrimento ou a morte prematura podem ser evitados”.

Candidatos

Margaret Chan  deixa o cargo após 10 anos no comando da agência. Os concorrentes à votação de terça-feira são Tedros Ghebreyesus da Etiópia, David Nabarro do Reino Unido e Sania Nishtar do Paquistão.

O outro tema a ser debatido serão as lições aprendidas de epidemias como zika e ebola.

Angola

Os especialistas devem igualmente receber atualizações sobre a resposta de Angola ao surto de febre-amarela ocorrido no ano passado. Por várias vezes, a epidemia esgotou as reservas globais da vacina contra a doença

A epidemia de cólera que assola o Iêmen, país afetado por conflito, também está na agenda da reunião. O surto atual foi considerado “sem precedentes” por vários representantes da agenda.

A outra questão é o combate à poliomielite que continua afetando o Afeganistão, o Paquistão e a Nigéria. Nos três países endêmicos do mundo a agência pretende erradicar completamente o vírus selvagem da pólio.

 

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