Escritório de Direitos Humanos tenta acesso à Venezuela
BR

19 maio 2017

Foram confirmadas 42 mortes durante protestos contra o presidente Nicolás Maduro; representação da ONU afirma que situação no país é alarmante e defende investigação dos assassinatos e das prisões.

Leda Letra, da ONU News em Nova Iorque. 

As mortes durante protestos contra o governo da Venezuela refletem a “situação alarmante” do país, declarou esta sexta-feira o porta-voz do Escritório de Direitos Humanos da ONU.

Em Genebra, Rupert Colville destacou que até agora, foram confirmadas 42 pessoas mortas nas manifestações contra o presidente Nicolás Maduro. O Escritório de Direitos Humanos está tentando acesso ao país.

Uso da Força

Rupert Colville mencionou as alegações de “uso excessivo de força pelas autoridades de segurança”. Ele pediu que elas trabalhem de acordo com os padrões internacionais de direitos humanos.

Segundo o porta-voz, existem também relatos de violência por grupos armados e proliferação de armas. Aos manifestantes, o pedido é para que protestem de forma pacífica.

Oposição

Colville também está preocupado com os civis que foram detidos e levados à julgamento em tribunais militares. Ao mesmo tempo, o Escritório de Direitos Humanos elogia o anúncio de investigação das mortes, feita pelo procurador-geral venezuelano.

Para a representação da ONU, a decisão de apreender o passaporte do político da oposição Henrique Capriles “pouco provavelmente” ajudará a reduzir as tensões na Venezuela.

Capriles deveria encontrar-se nesta sexta-feira, em Nova York, com o alto comissário de Direitos Humanos, Zeid Al Hussein, mas seu advogado irá substituí-lo na reunião.

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