OMS revela o que é preciso para usar vacina contra o ébola na RD Congo

18 maio 2017

Diretor de Emergências de Saúde revela que produto pode seguir para o país em até três dias; prioridade imediata é seguir 400 pessoas que tiveram contacto com os casos suspeitos e confirmados.

Eleutério Guevane, da ONU News em Nova Iorque.

A eventual utilização da vacina contra o ébola no surto atual na República Democrática do Congo, RD Congo, depende do pedido do governo e de vários preparativos que envolvem a Organização Mundial da Saúde, OMS.

Esses detalhes incluem finanças e logística, segundo informou a jornalistas o  diretor de Emergências de Saúde da agência. Peter Salama falava esta quinta-feira em Genebra.

Ensaios

A vacina conhecida como Rvsv-Zebov ainda não foi licenciada mas demonstrou ser altamente protetora contra o vírus em ensaios clínicos realizados na Guiné Conacri e publicados em dezembro passado. O responsável disse que se tudo estiver aprovado a imunização pode seguir para o país em até três dias.

Salama disse que a questão não é apenas colocar uma vacina à disposição no local. Ele explicou que é preciso que se adote um protocolo por reguladores, comités de governos e de ética. A outra parte é a logística que inclui o consentimento livre de todos os que devem ser vacinados, o transporte, o armazenamento e o treinamento de um grande número de profissionais.

Até esta quinta-feira, três pacientes morreram e foram registados 20 casos confirmados e suspeitos da doença numa área remota na República Democrática do Congo. O primeiro óbito foi de um homem de 39 anos em finais de abril.

Pedido

A representante da OMS em África disse que o governo congolês está a estudar a possibilidade de fazer o pedido formal da vacina à OMS.

Matsoediso Moeti contou que a agência preparar-se com o possível para que quando essa decisão for tomada e,  se o sinal de avanço for dado de forma rápida, a oportunidade seja para analisar e controlar a doença.

Peter Salama disse que o risco do surto é alto a nível nacional, médio para a região africana e baixo a nível global.

Resposta

O representante declarou, entretanto, que não podem ser subestimados os desafios práticos e logísticos ligados à resposta na área afetada que é bastante remota e insegura.

Falando a jornalistas, ele disse que não é conhecida a dimensão do surto e que com o envio de equipas nas próximas semanas haverá um melhor entendimento sobre o problema com que se está a lidar.

A prioridade imediata é acompanhar as cerca de 400 pessoas que tiveram contacto com os casos suspeitos e confirmados.

O atual surto de ébola na RD Congo é o oitavo no país após ter sido detetado em áreas de florestas tropicais em 1976. A última epidemia no país ocorreu em 2014.

 

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