México precisa melhorar, com urgência, o fornecimento de água para todos
BR

15 maio 2017

Relator de direitos humanos da ONU visitou o país e afirmou que comunidades de áreas rurais, das periferias e povos indígenas dependem de fontes pouco acessíveis e inseguras; Léo Heller avalia que falta de saneamento preocupa.

Leda Letra, da ONU News em Nova Iorque. 

O relator* das Nações Unidas sobre água potável e saneamento está pedindo ao governo do México para ampliar e melhorar, com urgência, o acesso à água no país.

Léo Heller acaba de encerrar uma visita de 11 dias ao país e destacou que os sistemas de água e de saneamento precisam ser confiáveis, seguros e acessíveis para todos.

Baixa qualidade

O especialista declarou que “a realidade do acesso à água para comunidades pobres em áreas rurais, de periferias ou dos povos indígenas é esporádica e a qualidade não é confiável”. Com isso, muitas pessoas dependem de fontes de água que não são seguras ou são muito caras.

Já de volta ao Brasil, Léo Heller foi entrevistado pela ONU News. De Belo Horizonte, ele revelou uma situação difícil para alguns moradores da capital mexicana.

Ausência de serviços

“Uma comunidade na Cidade do México, que em princípio, não tem uma regularização fundiária, a entidade responsável pelo abastecimento de água se recusa a conectá-los à rede pública e eles precisam buscar fontes alternativas de água. Muitas vezes quem faz essa tarefa são burros que carregam recipientes e as pessoas precisam pagar por isso. Ou elas pagam caminhões-tanque ou compram água engarrafada.”

Para Heller, a “ausência de serviços adequados de saneamento é um problema preocupante para essas comunidades no México”. Esta foi a primeira vez que o relator visitou o país para avaliar a situação e reconheceu avanços na expansão da infraestrutura de água e de saneamento.

Lei

Ao mesmo tempo, o relator apelou ao governo para dar “a mais alta prioridade a esse setor estratégico e garantir os recursos necessários para melhorar os serviços para todos”.

Ele também avalia que o México deveria adotar uma lei mais atualizada sobre o setor de água e acabar com a brecha entre “promessas constitucionais e realidade”.

*Os relatores especiais especiais fazem parte do Conselho de Direitos Humanos da ONU e trabalham de forma voluntária, sem receber salário. Eles não são funcionários das Nações Unidas e trabalham de forma independente de qualquer governo ou organização.

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