Angola: Acnur pede US$ 6,5 milhões para ajudar refugiados da RD Congo

12 maio 2017

Centros de acolhimento estão sobrelotados; mais de 20 milhões de cidadãos congoleses fugiram da violência em Kasai; agências da ONU apoiam crianças desacompanhadas e separadas que precisam de atenção imediata.

Eleutério Guevane, da ONU News em Nova Iorque.

Angola acolhe cerca de 20,5 mil refugiados fugidos da insegurança e violência na área de Kasai da República Democrática do Congo,  RD Congo.

A Agência da ONU para Refugiados, Acnur, anunciou esta sexta-feira que nos últimos dias mais 3 mil congoleses chegaram ao território angolano. O movimento iniciou em abril passado. O ponto de entrada é a área de Dundo na província da Lunda Norte.

Centros de Acolhimento

As ações de apoio aos recém-chegados envolvem o exército angolano que transporta as pessoas da fronteira até os centros de acolhimento em Cacanda e Moussunge.

Entre os congoleses estão feridos graves que são levados a receber cuidados médicos de emergência num hospital local, que atualmente atende cerca de 70 pessoas com ferimentos graves e queimaduras.

O Acnur revelou ainda que os centros de acolhimento de refugiados em Angola já estão sobrelotados e enfrentam dificuldades para acomodar os congoleses que chegam por dia.

Com o apoio da agência, as autoridades angolanas identificam um novo local para transferir refugiados dos centros de acolhimento temporários.

Prioridade

A agência da ONU distribui alimentos e artigos de auxílio como tendas e lonas de plástico para ajudar as vítimas a ter abrigo adequado. A prioridade é para os mais vulneráveis.

As operações de ajuda incluem o Fundo da ONU para a Infância, Unicef, que atende um número crescente de crianças desacompanhadas e separadas que precisam de atenção imediata.

 

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