Economia da África Subsaariana deve crescer 2,6% em 2017

Sede do FMI em Washington. Foto: FMI

Economia da África Subsaariana deve crescer 2,6% em 2017

FMI destaca Angola e Nigéria pela recuperação da produção petrolífera; África do Sul recupera dos efeitos da seca; valorização do dólar norte-americano e insegurança aumentam incertezas em torno do crescimento.

Eleutério Guevane, da ONU News em Nova Iorque.

O crescimento económico da África Subsaariana deve subir de 1,4% registados em 2016 para 2,6% em 2017.

De acordo com o Fundo Monetário Internacional, FMI, esse desempenho “modesto” produzirá efeitos mínimos para recolocar a região numa trajetória de aumento do rendimento por pessoa.

Angola e Nigéria 

Os fatores que devem impulsionar a retoma incluem a recuperação da produção de petróleo na Nigéria, o aumento dos gastos públicos em Angola e a diminuição dos efeitos das secas na África do Sul.

No relatório Reiniciar o Motor do Crescimento, que destaca as perspetivas económicas regionais, o FMI pede “medidas de política fortes e sólidas para estimular o crescimento na região”.

Para o diretor do Departamento de África do FMI, Abebe Selassie, os exportadores de petróleo como Angola, Nigéria e países da Comunidade Económica e Monetária da África Central, Cemac, ainda perdem receitas no seu orçamento.

Pressões

Esse fator aliado a pressões à balança de pagamentos ainda é uma realidade quase três anos após a queda dos preços do petróleo, destaca o documento.

Há novas vulnerabilidades em vários países considerados “não intensivos em recursos”. Apesar do registo de elevadas taxas de crescimento, o grupo de economias manteve altos défices orçamentais por vários anos.

As incertezas do FMI incluem uma nova valorização do dólar norte-americano, um aperto das condições financeiras internacionais e problemas de segurança que pioraram a insegurança alimentar e causaram a fome em partes da região.

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