Especialistas da ONU querem libertação de todos raptados pelo Boko Haram

9 maio 2017

Relatores saudaram soltura de 82 meninas de Chibok como “avanço significativo”, mas pediram que vítimas ainda em cativeiro não sejam esquecidas; para relatores, libertação é “apenas primeiro passo em longa jornada de recuperação e reabilitação”. 

Laura Gelbert Delgado, da ONU News em Nova Iorque.

Um grupo de especialistas em direitos humanos das Nações Unidas saudou a libertação de 82 meninas de Chibok que estavam em cativeiro do grupo terrorista Boko Haram.

Os relatores defenderam que seja fornecido apoio às raparigas para garantir sua reabilitação e reintegração com pleno respeito aos seus direitos humanos. Nesta terça-feira, os representantes também pediram ao governo da Nigéria e à comunidade internacional que tomem todas as medidas necessárias para garantir a libertação de todos os sequestrados pelo grupo. 

Apelo

Os relatores especiais da ONU* saudaram o governo nigeriano e todos os envolvivos na libertação das meninas, considerado um “avanço significativo”.

No entanto, os representantes lembraram que não se pode esquecer todas as outras vítimas que continuam em cativeiro sob controlo do Boko Haram.

Após mais de três anos da violenta ação da aldeia de Chibok, 115 das 276 estudantes sequestradas ainda estão desaparecidas. Os especialistas permanecem profundamente preocupados com a situação das raparigas ainda em cativeiro e suas famílias.

Neste sentido, os relatores especiais fizeram um apelo ao governo nigeriano para que rapidamente tomem todas as medidas necessárias para localizá-las e assegurar seu retorno seguro. 

Recuperação e reabilitação

Após a libertação recente de 82 meninas, os especialistas em direitos humanos também reiteraram os pedidos feitos quando 21 alunas foram soltas em outubro de 2016: para que todos os nigerianos as apoiem.

Para os relatores, a libertação é “apenas o primeiro passo em uma longa jornada de recuperação e reabilitação”.

Os representantes defenderam que os serviços que essas meninas precisam estejam disponíveis, incluindo cuidados de saúde, apoio psicossocial, informação sobre oportunidades de subsistência e acesso a medicamentos.

Além disso, os relatores especiais da ONU destacaram que a “Nigéria deve responsabilizar os autores, a respeitar normas e padrões internacionais de direitos humanos”.

*Os relatores:

Maud de Boer-Buquicchio, relatora especial sobre a venda de crianças, prostituição e pornografia infantis.

Urmila Bhoola, relatora especial sobre as formas contemporâneas de escravidão.

Dainius Pûras, relator especial sobre o direito à saúde.

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