Malária e cólera: Moçambique, Maláui e Zimbabué preparam campanha

9 maio 2017

OMS quer cooperação para travar casos nas áreas transfronteiriças; pelo menos 4,7 milhões de pessoas adoeceram de malária nas três nações; mais de 2 mil pacientes contraíram a cólera.

Eleutério Guevane, da ONU News em Nova Iorque.*

Especialistas do Maláui, de Moçambique e do Zimbabué vão trabalhar em prol de uma vacina contra a cólera. A meta foi definida num encontro promovido na cidade moçambicana de Tete pela Organização Mundial da Saúde, OMS.

A representante da agência em Moçambique, Djamila Cabral, pediu mais coordenação e colaboração entre vários setores além de ações para garantir que os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, ODSs, sejam cumpridos.

Casos

Os três países comprometeram-se em parar com a transmissão de doenças que são consideradas de “grande preocupação”. Somente este ano, mais de 4,7 milhões de casos de malária e 949 óbitos foram reportados.

Pelo menos 2.131 pessoas contraíram cólera e sete vítimas morreram. De acordo com a OMS, a febre tifoide é o outro problema de saúde pública. Os três países registaram mais de 13 mil casos e cinco mortos.

Campanha

Os ministros da Saúde de Moçambique, Nazira Abdula, do Zimbabué, David Parirenyatwa e o embaixador do Maláui em Moçambique, Frank Viyazhi, concordaram em melhorar a gestão das emergências de saúde pública como cólera e malária nas áreas transfronteiriças.

O grupo de nações deve envolver outras partes interessadas no apoio técnico e financeiro para controlar as infeções. Os países envolvidos preveem criar uma equipa para selecionar as mensagens para os meios de comunicação e promover a mudança de comportamento para uma campanha de sensibilização.

Fronteiras

A outra meta é avaliar a situação de epidemias nos distritos e recomendar o reforço da vigilância e da resposta às doenças prioritárias endémicas nas zonas fronteiriças.

A OMS destaca ter havido um “agravamento significativo” de casos da malária e de doenças diarreicas e transmissíveis, incluindo a cólera. Um dos fatores é o frequente movimento de pessoas nas fronteiras por razões económicas e sociais.

As três nações também concordaram em atuar coordenadas na pesquisa, nos planos para melhorar a situação de saúde, para desenvolver padrões de vigilância nas comunidades e partilhar dados sobre saúde.

*Apresentação: Denise Costa.

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