Insegurança leva ONGs a suspenderem ações em áreas da Rep. Centro-Africana

5 maio 2017

Alerta é do Escritório da ONU para Coordenação de Assuntos Humanitários, Ocha; medida foi tomada após 16 ataques a trabalhadores da área desde março na província de Ouham; metade da população do país precisa de assistência.

Laura Gelbert Delgado, da ONU News em Nova Iorque.

Quatro ONGs humanitárias internacionais foram forçadas a suspender temporariamente suas atividades em algumas áreas de alto risco na República Centro-Africana, alertou o Escritório da ONU para Coordenação de Assuntos Humanitários, Ocha.

A medida foi tomada após 16 ataques a trabalhadores da área serem registados desde março deste ano na província de Ouham, norte do país. Ameaças de outras ações de grupos armados continuam.

Insegurança

A equipa foi realojada para a capital Bangui até que sua segurança possa ser garantida.

O Ocha ressaltou que qualquer suspensão de atividades humanitárias terá inevitavelmente um impacto negativo nas pessoas que necessitam de ajuda.

Falta de recursos

Calcula-se que aproximadamente metade da população da República Centro-Africana, cerca de 2,2 milhões de pessoas, precisam de assistência humanitária.

Além da insegurança para os trabalhadores da área, a resposta humanitária à crise no país é uma das mais subfinanciadas do mundo.

O Plano de Resposta Humanitária para a República Centro-Africana este ano, coordenado pela ONU, recebeu até o momento apenas 11% dos US$ 400 milhões solicitados.

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